Desconfianças constantes, interrogatórios diários, irritação ao ver a pessoa amada bem produzida... Quem já experimentou tais comportamentos sabe o quanto uma relação amorosa fica desgastada após uma crise de ciúme.
Trata-se de um sentimento negativo e não é indicativo da presença de um intenso amor mas, pelo contrário, revela a insegurança em relação aos sentimentos do parceiro, a necessidade de interferir sobre o outro e, principalmente, o medo da perda.
O ciúme traz dor pois é gerado por uma intensa desconfiança, na maioria das vezes infundada, valorizando o sofrimento e como sabemos o verdadeiro amor não dói, quando dói não é amor, é apego! Na realidade existe um grande medo de lidar com as próprias frustrações e perdas, além de uma sensação de inferioridade.
É comum pessoas ciumentas imaginarem perder seu amor para alguém "maravilhoso", bem melhor e mais qualificado. Quando isso ocorre é importante verificar atentamente os motivos do medo da perda. Resgatar a auto-estima se faz necessário, pois existem sinais claros de que algo a incomoda internamente. A baixa auto-estima faz parte de um processo e tem a ver com o modo que a pessoa se sente consigo mesma. Portanto, ao valorizar-se percebendo seus pontos positivos, fica mais fácil gostar de si e naturalmente doar seu amor ao outro.
Vale lembrar que cada ser humano é especial e único. É fundamental reconhecer que o outro está ao seu lado porque ama você e porque escolheu você. Afinal, ninguém é obrigado a manter um relacionamento.
Há casos em que o parceiro quer justificar um comportamento inadequado ou até mesmo agressões físicas e morais decorrentes de uma crise de ciúme, baseado na célebre frase: "Meu amor é verdadeiro, por isso sinto ciúme". Mas será que é possível relacionar amor com um sentimento de posse?
Amor é um sentimento inexplicável: puro, nobre, gostoso, prazeroso, saudável, doce, suave, manso. É também quente, forte e incondicional. Enfim, não combina em nada com o que conhecemos por ciúme.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
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