Existem pessoas felizes e pessoas infelizes, e todas elas se questionam.Umas bebem champanhe e outras água de torneira, e se fazem as mesmas indagações. Se existe uma coisa que nos unifica são as dúvidas que trazemos dentro. São pequenas angustias que se manifestam silenciosamente, angustias que não gritam, ou gritam somatizadas em úlceras, insônias e depressões. Angústias diante das mentiras consensuais.
O que são mentiras consensuais? São aquelas que todo mundo topou passar adiante como se fosse verdade. Aquelas que ouvimos de nossos pais, eles de nossos avós, e que automaticamente passamos para nossos filhos, colaborando assim para o bom andamento do mundo, para uma sanidade comum. O amor, o sentimento mais nobre e vulcânico que há, tornou-se a maior vítima deste consenso.
Mentiras consensuais: O amor não acaba, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, quem ama quer filhos, quem ama não sente desejo por outro, amor de uma noite só não é amor, o amor requer vida partilhada, amor entre pessoas do mesmo sexo é antinatural.
Tudo mentira. O amor, como todo sentimento, é livre. É arredio a frases feitas, debocha das regras que tentam lhe impor. Esta meia dúzia de coordenadas instituídas como verdade fazem com que muitas pessoas achem que estejam amando errado, quando estão simplesmente amando.
Amando pessoas mais jovens ou mais velhas ou do mesmo sexo ou amando pouco ou amando com exagero, amando um homem casado ou uma mulher bandida ou platonicamente, amando e ganhando,todos eles, a alcunha de insanos, como se pudéssemos controlar o sentimento. O amor é dono dele mesmo, somos apenas seu hospedeiro.
Há outros consensos geradores de angústia: o mito da maternidade, a necessidade de um Deus, a juventude eterna. Sobem e descem de ônibus milhares de passageiros que parecem iguais entre si, porém há entre eles os que não gostam de crianças, os que nunca rezaram,os que estão muito satisfeitos com suas rugas e gorduras, os que não gostam de festas e viagens,, os que odeiam futebol, os que viverão até os cem anos fumando, os que conversam telepaticamente com extraterrestres, os ermitões, enfim, os desajustados de um mundo que só oferece um molde.
Todos nós, que estamos quites com as verdades concordadas,guardamos, lá no fundo, algo que nos perturba, que nos convida para o exílio, que revela nossa porção despatriada. É a parte de nós que aceita a existência das mentiras consensuais,entende que é melhor viver de acordo com o estabelecido,mas que, no íntimo, não consegue dizer amém.
Martha Medeiros
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
As mudanças dos anos 70/80 para os dias de hoje:
Antes era:
Agora é:
creme rinse
condicionador
obrigado
valeu
pode repetir, por favor?
oi?
collant
body
rouge
blush
ancião e coroa
véi
bailinho e discoteca
balada
japona
jaqueta
nos bastidores
making off
cafona
brega
programa de entrevistas
talk-show
reclame
propaganda
calça cocota
calça cintura baixa
flertar, paquerar
dar mole
oi, olá, como vai?
e aê?
cópia, imitação
genérico
curtir, zoar
causar
mamãe, posso ir?
véiaaaa, fui!!!
legal, bacana
manero, irado
mulher de vida fácil
garota de programa
legal o negócio
xapado o bagúio
pasta de dente
creme dental
cansaço
estresse
desculpe
foi mal
oi, tudo bem?
e aê, belê?
ficou chateada
ficou bolada
médico de senhoras
ginéco
superlegal
irado
primário e ginásio
ensino fundamental
preste atenção!
se liga!
por favor
quebra essa
recreio
intervalo
radinho de pilhas
ipod
manequim
modelo e atriz
retrato
foto
jardineira
macacão
mentira
kaô
saquei
tô ligado
entendeu?
copiou?
gafe
mico
fofoca, ti-ti-ti
babado
ha ha ha
uhauhauhauha
fotocópia
xerox
brilho labial
gloss
bola ao cesto
basquete
folhinha
calendário
empregada doméstica
secretária
faxineira
diarista
vou verificar
vou estar verificando
vidro fumê
insulfilm
posso te ligar?
posso te add?
tingir uma roupa
customizar
dar no pé, ir embora
vazar
embrulho
pacote
lycra
stretch
tristeza
deprê
beque
zagueiro
rádio patrulha
viatura
atlético
sarado
professor de ginástica
personal
quadro negro
board
babosa
aloe vera
lepra
hanseníase
namoro
pegação
laquê
spray
derrame
AVC
chapa dos pulmões
raio-x
sua bênção, papai
"qualé", coroa?
você tem certeza?
ah! fala sério!
banha
gordura localizada
alisamento
chapinha
buteco no fim do expediente
happy hour
costureira
estilista
negro
afro-descendente
professora
tia, profe
senhor
tiozinho
Amorrrrrrr!
Benhhêêêêê!
olha o barulho!
ó o auê aí ô!
Agora é:
creme rinse
condicionador
obrigado
valeu
pode repetir, por favor?
oi?
collant
body
rouge
blush
ancião e coroa
véi
bailinho e discoteca
balada
japona
jaqueta
nos bastidores
making off
cafona
brega
programa de entrevistas
talk-show
reclame
propaganda
calça cocota
calça cintura baixa
flertar, paquerar
dar mole
oi, olá, como vai?
e aê?
cópia, imitação
genérico
curtir, zoar
causar
mamãe, posso ir?
véiaaaa, fui!!!
legal, bacana
manero, irado
mulher de vida fácil
garota de programa
legal o negócio
xapado o bagúio
pasta de dente
creme dental
cansaço
estresse
desculpe
foi mal
oi, tudo bem?
e aê, belê?
ficou chateada
ficou bolada
médico de senhoras
ginéco
superlegal
irado
primário e ginásio
ensino fundamental
preste atenção!
se liga!
por favor
quebra essa
recreio
intervalo
radinho de pilhas
ipod
manequim
modelo e atriz
retrato
foto
jardineira
macacão
mentira
kaô
saquei
tô ligado
entendeu?
copiou?
gafe
mico
fofoca, ti-ti-ti
babado
ha ha ha
uhauhauhauha
fotocópia
xerox
brilho labial
gloss
bola ao cesto
basquete
folhinha
calendário
empregada doméstica
secretária
faxineira
diarista
vou verificar
vou estar verificando
vidro fumê
insulfilm
posso te ligar?
posso te add?
tingir uma roupa
customizar
dar no pé, ir embora
vazar
embrulho
pacote
lycra
stretch
tristeza
deprê
beque
zagueiro
rádio patrulha
viatura
atlético
sarado
professor de ginástica
personal
quadro negro
board
babosa
aloe vera
lepra
hanseníase
namoro
pegação
laquê
spray
derrame
AVC
chapa dos pulmões
raio-x
sua bênção, papai
"qualé", coroa?
você tem certeza?
ah! fala sério!
banha
gordura localizada
alisamento
chapinha
buteco no fim do expediente
happy hour
costureira
estilista
negro
afro-descendente
professora
tia, profe
senhor
tiozinho
Amorrrrrrr!
Benhhêêêêê!
olha o barulho!
ó o auê aí ô!
Amizade
Outro dia participei de uma mesa-redonda que propunha uma discussão sobre amizade feminina. Existe mesmo? Há quem acredite que as mulheres são eternas concorrentes e, portanto, muito pouco leais.
Existe amizade feminina, sim. Amizade real, sólida e vitalícia. O que acontece é que as mulheres se envolvem muito na vida umas das outras e isto, como em qualquer relação, gera alguns mal-entendidos, ciúmes e até brigas feias, o que faz parecer que a amizade entre mulheres é frágil. Os homens são menos invasivos, não se envolvem tanto com a intimidade dos amigos. Por isso, atritam-se menos e passam a idéia de serem mais estáveis.
A amizade é o melhor e, provavelmente, o único antídoto contra a solidão. E não precisa ser uma amizade grandiloqüente, do tipo grude vinte e quatro horas e sem segredos. Uma amizade pode ser forte e leve ao mesmo tempo. E melhor ainda, se forem amizades variadas. Uma boa amiga para ser sua sócia, outra boa amiga para dar dicas de viagens, uma amiga especial para conversar sobre sentimentos escusos, outra amiga fantástica para falar sobre livros e filmes, uma amiga indispensável para lhe dar um ombro quando você está caidaça. Nenhum problema em departamentalizar. Ao menos nas amizades, viva a poligamia.
Amigos homens são igualmente imprescindíveis. Quando ouço que não existe amizade entre homem e mulher por causa da possibilidade de um envolvimento amoroso, pergunto: e daí? Qual o problema de haver uma sensualidade no ar? Todas as relações incluem alguma espécie de sedução - todas.
Amigo homem é bom porque eles não falam toda hora sobre filhos, empregadas, liquidações, esses papos xaropes. Amigo homem não faz drama, ri das nossas manias, traz novos pontos de vista sobre as coisas que nos angustiam, não pede nossas roupas emprestadas, e o que é melhor, comenta sobre suas ex-namoradas e com isso acaba nos dando dicas muito úteis para enfrentar esta tal guerra dos sexos.
Amiga de infância, amiga irmã, amigo homem, amigo gay, amigos virtuais, amigos inteligentes, amigos engraçados, amigos que não cobram, que não são rancorosos, amigos gentis, amigos que mantêm-se amigos na distância e no silêncio, todos eles ajudam a formar nossa identidade e a nos sentir protegidos nesta sociedade cada vez mais bruta e individualista. E não posso esquecer do melhor amigo de todos, e não é seu cachorro, seu gato ou seu hamster, estou falando daquele ser humano com quem a gente casou, aquela pessoa que convive conosco dia e noite, numa promiscuidade escandalosa e cujo vínculo se mantém com muita paciência, humor, respeito e solidariedade, tal qual acontece entre os verdadeiros amigos do peito.
Martha Medeiros
Existe amizade feminina, sim. Amizade real, sólida e vitalícia. O que acontece é que as mulheres se envolvem muito na vida umas das outras e isto, como em qualquer relação, gera alguns mal-entendidos, ciúmes e até brigas feias, o que faz parecer que a amizade entre mulheres é frágil. Os homens são menos invasivos, não se envolvem tanto com a intimidade dos amigos. Por isso, atritam-se menos e passam a idéia de serem mais estáveis.
A amizade é o melhor e, provavelmente, o único antídoto contra a solidão. E não precisa ser uma amizade grandiloqüente, do tipo grude vinte e quatro horas e sem segredos. Uma amizade pode ser forte e leve ao mesmo tempo. E melhor ainda, se forem amizades variadas. Uma boa amiga para ser sua sócia, outra boa amiga para dar dicas de viagens, uma amiga especial para conversar sobre sentimentos escusos, outra amiga fantástica para falar sobre livros e filmes, uma amiga indispensável para lhe dar um ombro quando você está caidaça. Nenhum problema em departamentalizar. Ao menos nas amizades, viva a poligamia.
Amigos homens são igualmente imprescindíveis. Quando ouço que não existe amizade entre homem e mulher por causa da possibilidade de um envolvimento amoroso, pergunto: e daí? Qual o problema de haver uma sensualidade no ar? Todas as relações incluem alguma espécie de sedução - todas.
Amigo homem é bom porque eles não falam toda hora sobre filhos, empregadas, liquidações, esses papos xaropes. Amigo homem não faz drama, ri das nossas manias, traz novos pontos de vista sobre as coisas que nos angustiam, não pede nossas roupas emprestadas, e o que é melhor, comenta sobre suas ex-namoradas e com isso acaba nos dando dicas muito úteis para enfrentar esta tal guerra dos sexos.
Amiga de infância, amiga irmã, amigo homem, amigo gay, amigos virtuais, amigos inteligentes, amigos engraçados, amigos que não cobram, que não são rancorosos, amigos gentis, amigos que mantêm-se amigos na distância e no silêncio, todos eles ajudam a formar nossa identidade e a nos sentir protegidos nesta sociedade cada vez mais bruta e individualista. E não posso esquecer do melhor amigo de todos, e não é seu cachorro, seu gato ou seu hamster, estou falando daquele ser humano com quem a gente casou, aquela pessoa que convive conosco dia e noite, numa promiscuidade escandalosa e cujo vínculo se mantém com muita paciência, humor, respeito e solidariedade, tal qual acontece entre os verdadeiros amigos do peito.
Martha Medeiros
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
relacionar/tolerar
plvra “relacionar” deriva de uma plvra grega antiga q significa “tolerar”, e temos de aprender a tolerar outras pessoas, assim como nos tolerar e viver no mundo, caso contrário ñ poderemos existir. Nem sempre isso é fácil. Então,mentimos p/ nós mesmos, nos enganamos um pouco e, mtas vezes, fingimos ser algo q ñ somos, pq fomos condicionados por expectativas da sociedade, da família e da vida.
Ñ costumamos ter consciência de nossas emoções de q nos negamos certos prazeres, desejos e sentimentos de amor. E raramente somos capazes de refletir sobre o q ñ vivemos
Ñ costumamos ter consciência de nossas emoções de q nos negamos certos prazeres, desejos e sentimentos de amor. E raramente somos capazes de refletir sobre o q ñ vivemos
EMOTICONS E SEUS SIGNIFICADOS
) =) =] sorrindo
¬¬ entediado (aff…)
; ) ;] piscadela (piscada)
: D =D sorriso grande ou risada
:] =] sorriso simples, ou sem-graça.
x) xD x] rindo com os olhos fechados (ou envergonhado). (Esta forma foi tirada dos animes, sendo uma marca registrada de Otakus).
xB XB rindo com os dentes para fora, cara de deboche.
:B =B dentes para fora, cara de deboche ou de sorriso infantil
^^ sobrancelha levantada, saliente
o-o usando óculos
: ( =( =[ triste
:'( :,( chorando
=~ :~ lágrimas (geralmente de emoção) ou comumente usado como assovio
:/ :\ =/ =\ =| indeciso, sem emoção, emoção indefinida
: | =| incerto
: P =P de língua para fora, expressando sarcasmo ou debochando
:# >=[ raiva
:O =O surpreso
:S =S confuso
: x =X "Eu não deveria ter dito isso", segredo
:* =* beijinho
B) 8 ) com óculos escuros
:^) nariz grande ou nariz pontudo
) :O) nariz de palhaço
O:) santo ou "não fiz nada"
>:) }:) }:] diabólico (com chifres)
5:) topete
|) cara de macaco
:@~ =@~ Grito de felicidade (geralmente) com baba
:7) Sorriso Narigudo
ó:) Formando (de beca)
=T :T :I =I Decepcionado/Desapontado
:> Sorriso moleque
<) :$ =$ Vergonha, envergonhado
#) Com aparelho ortodôntico
:9 Delicioso,comida deliciosa
Orientais
No Brasil, são em maioria influência dos animes e mangás. Podem ter como boca um underline (^_^), um ponto (^.^), um traço (^-^) ou nada (^^).
^_^ ^.^ ^^ ^-^ sorriso {fofinho}, feliz
*_* *.* *-* *O* olhinhos brilhando
*¬* °¬° olhinhos brilhando e babando
+_+ X__x x__X xx x.x xX Xx X_X x-x x_x chocado ou triste
u_u u.u ‘uu olhos fechados (“tsc tsc”,no estilo “explicativo” ou “pouco nervoso” (Humf))
O_O OO O.O assustado (“hein?”)
o.o o_O O_o oO Oo Ôo oÔ o.o O.o o.O oo o_o estranhando algo
Ò_Ó ò_Ó òÓ Òó òó ÒÓ cara de bravo
@_@ @-@ @.@ muito confuso ou olhos bem atentos, mas de alguma também muito surpreso
¬¬ ¬¬” ¬_¬ “olhar de lado”, Aff, Aff com gota de suor (extraído de animes, marca de otakus, mesmo significado de aff, só para dar mais efeito…)
>_< >< >.< dor ou rejeição
T_T T.T chorando, entediado
TT__TT chorando muito, muito entediado
xD XD xP XP rindo de forma tímida, rindo mostrando a língua
8D alegria, sorrindo com olhos arregalados
\o/ \o\ /o/ mais alegria, com as barras representando bracinhos para cima e para os lados
d-_-b Ouvindo música calma (chillout) com fones de ouvido
o/ \o [dando tchau], levantando a mão
\o/ “lol”, pulinhos de comemoração, levantando as mãos, esse emoticon simboliza a parte superior do corpo de um indivíduo no estilo boneco palito, onde as barras representam os braços que estão levantados sobre a cabeça, e os caracteres “O”, “o” ou “0″ representam a cabeça. Pode ser utilizado também suas variações:
* \O/
* \0/
* \@/
* \o\ (braços para esquerda)
* /o/ (braços para direita)
* |o| (braços para cima esticados)
* /o\ (braços para baixo, comemoração frustrada)
OBS: “lol” também é uma sigla em inglês para “Laughing Out Loud” que significa “Rindo Alto” ou “Dando Gargalhadas”, representa algo como “Huahuahuaheuhauehae”
\o\ |o| /o/ dancinha de comemoração
-_- -_-’ -.- -.-’ Indignação
./. _|_ dedo do meio
.(. _(_ “banana” (ofensivo)
<3 K3 S2, s2 (L) símbolo de amor (coração)
#.# ¬*¬ desistência, “olhar de lado” indiano
\m/ \,,/ mãos “heavy metal”, rock
¬¬ entediado (aff…)
; ) ;] piscadela (piscada)
: D =D sorriso grande ou risada
:] =] sorriso simples, ou sem-graça.
x) xD x] rindo com os olhos fechados (ou envergonhado). (Esta forma foi tirada dos animes, sendo uma marca registrada de Otakus).
xB XB rindo com os dentes para fora, cara de deboche.
:B =B dentes para fora, cara de deboche ou de sorriso infantil
^^ sobrancelha levantada, saliente
o-o usando óculos
: ( =( =[ triste
:'( :,( chorando
=~ :~ lágrimas (geralmente de emoção) ou comumente usado como assovio
:/ :\ =/ =\ =| indeciso, sem emoção, emoção indefinida
: | =| incerto
: P =P de língua para fora, expressando sarcasmo ou debochando
:# >=[ raiva
:O =O surpreso
:S =S confuso
: x =X "Eu não deveria ter dito isso", segredo
:* =* beijinho
B) 8 ) com óculos escuros
:^) nariz grande ou nariz pontudo
) :O) nariz de palhaço
O:) santo ou "não fiz nada"
>:) }:) }:] diabólico (com chifres)
5:) topete
|) cara de macaco
:@~ =@~ Grito de felicidade (geralmente) com baba
:7) Sorriso Narigudo
ó:) Formando (de beca)
=T :T :I =I Decepcionado/Desapontado
:> Sorriso moleque
<)
#) Com aparelho ortodôntico
:9 Delicioso,comida deliciosa
Orientais
No Brasil, são em maioria influência dos animes e mangás. Podem ter como boca um underline (^_^), um ponto (^.^), um traço (^-^) ou nada (^^).
^_^ ^.^ ^^ ^-^ sorriso {fofinho}, feliz
*_* *.* *-* *O* olhinhos brilhando
*¬* °¬° olhinhos brilhando e babando
+_+ X__x x__X xx x.x xX Xx X_X x-x x_x chocado ou triste
u_u u.u ‘uu olhos fechados (“tsc tsc”,no estilo “explicativo” ou “pouco nervoso” (Humf))
O_O OO O.O assustado (“hein?”)
o.o o_O O_o oO Oo Ôo oÔ o.o O.o o.O oo o_o estranhando algo
Ò_Ó ò_Ó òÓ Òó òó ÒÓ cara de bravo
@_@ @-@ @.@ muito confuso ou olhos bem atentos, mas de alguma também muito surpreso
¬¬ ¬¬” ¬_¬ “olhar de lado”, Aff, Aff com gota de suor (extraído de animes, marca de otakus, mesmo significado de aff, só para dar mais efeito…)
>_< >< >.< dor ou rejeição
T_T T.T chorando, entediado
TT__TT chorando muito, muito entediado
xD XD xP XP rindo de forma tímida, rindo mostrando a língua
8D alegria, sorrindo com olhos arregalados
\o/ \o\ /o/ mais alegria, com as barras representando bracinhos para cima e para os lados
d-_-b Ouvindo música calma (chillout) com fones de ouvido
o/ \o [dando tchau], levantando a mão
\o/ “lol”, pulinhos de comemoração, levantando as mãos, esse emoticon simboliza a parte superior do corpo de um indivíduo no estilo boneco palito, onde as barras representam os braços que estão levantados sobre a cabeça, e os caracteres “O”, “o” ou “0″ representam a cabeça. Pode ser utilizado também suas variações:
* \O/
* \0/
* \@/
* \o\ (braços para esquerda)
* /o/ (braços para direita)
* |o| (braços para cima esticados)
* /o\ (braços para baixo, comemoração frustrada)
OBS: “lol” também é uma sigla em inglês para “Laughing Out Loud” que significa “Rindo Alto” ou “Dando Gargalhadas”, representa algo como “Huahuahuaheuhauehae”
\o\ |o| /o/ dancinha de comemoração
-_- -_-’ -.- -.-’ Indignação
./. _|_ dedo do meio
.(. _(_ “banana” (ofensivo)
<3 K3 S2, s2 (L) símbolo de amor (coração)
#.# ¬*¬ desistência, “olhar de lado” indiano
\m/ \,,/ mãos “heavy metal”, rock
fita métrica do amor
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será que ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Martha Medeiros
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será que ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Martha Medeiros
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O laço e o Abraço
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita dando voltas?
Enrosca-se, mas não se embola , vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Enrosca-se, mas não se embola , vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Você é responsável de como o mundo te trata
Se você não gosta do que está obtendo, mude o que está fazendo – depende de você ensinar as pessoas a respeito de como quer ser tratado. Culpamos o outro com muita freqüência. Se uma sociedade não está dando certo ou se um relacionamento está indo mal, você também é responsável por isso. Se alguém descarrega tudo em cima de você, metade da culpa é sua.
As pessoas que vivem sendo maltratadas irradiam uma atitude que diz: “aposto que você vai me maltratar, e eu vou deixar que o faça, mas depois vou culpá-lo por isso!” Em qualquer relacionamento, é preciso dois para “dançar um tango”. Ambas as partes são responsáveis, e ambos recebem certos pagamentos por seu papel em particular. São necessários dois para fazer um relacionamento dar certo e são necessários dois para rompê-lo.
De alguma maneira, no entanto, é muito mais fácil ser objetivo quanto aos problemas de outros casais do que quanto aos seus. Outro exemplo: não é difícil encontrar famílias em que as crianças mandam na casa. Elas ordenam aos pais coisas do tipo: “papai, pegue minhas meias”, “mamãe, me traga um pedaço de bolo”, “passe minha camiseta”, “me leve ao jogo de futebol AGORA”.
Aí, os pais se perguntam o que é que fizeram para merecer isso. A resposta é simples: viveram correndo atrás dos filhos durante 15 anos ou mais; ensinaram a eles a maneira como queriam ser tratados - como escravos! Portanto, desde cedo, ensine às crianças que você não é empregado delas e transmita a elas um senso de contribuição. Afinal, se uma criança de 8 anos consegue operar um computador, ela também pode operar uma máquina de lavar.
Outro ponto: os pais devem ensinar às crianças a dizer “obrigado”. É comum ouvir mães se lamentando porque os filhos nunca a agradecem por nada – nem mesmo depois de adultos e casados. Se, anos antes, essas mães tivessem dito aos “pimpolhos” coisas do tipo – “em nossa família, a palavra OBRIGADO é um sinal de apreciação e de respeito; se vocês esquecerem de me agradecer um dia, terão de preparar o jantar do dia seguinte”, ou qualquer coisa do tipo, as crianças aprenderiam rapidinho a ter boas maneiras e a respeitar os outros para ser respeitadas. Portanto, se você quiser que as pessoas mudem a maneira como o tratam, mude você primeiro.
Andrew Matthews, no livro "Faça Amigos"
As pessoas que vivem sendo maltratadas irradiam uma atitude que diz: “aposto que você vai me maltratar, e eu vou deixar que o faça, mas depois vou culpá-lo por isso!” Em qualquer relacionamento, é preciso dois para “dançar um tango”. Ambas as partes são responsáveis, e ambos recebem certos pagamentos por seu papel em particular. São necessários dois para fazer um relacionamento dar certo e são necessários dois para rompê-lo.
De alguma maneira, no entanto, é muito mais fácil ser objetivo quanto aos problemas de outros casais do que quanto aos seus. Outro exemplo: não é difícil encontrar famílias em que as crianças mandam na casa. Elas ordenam aos pais coisas do tipo: “papai, pegue minhas meias”, “mamãe, me traga um pedaço de bolo”, “passe minha camiseta”, “me leve ao jogo de futebol AGORA”.
Aí, os pais se perguntam o que é que fizeram para merecer isso. A resposta é simples: viveram correndo atrás dos filhos durante 15 anos ou mais; ensinaram a eles a maneira como queriam ser tratados - como escravos! Portanto, desde cedo, ensine às crianças que você não é empregado delas e transmita a elas um senso de contribuição. Afinal, se uma criança de 8 anos consegue operar um computador, ela também pode operar uma máquina de lavar.
Outro ponto: os pais devem ensinar às crianças a dizer “obrigado”. É comum ouvir mães se lamentando porque os filhos nunca a agradecem por nada – nem mesmo depois de adultos e casados. Se, anos antes, essas mães tivessem dito aos “pimpolhos” coisas do tipo – “em nossa família, a palavra OBRIGADO é um sinal de apreciação e de respeito; se vocês esquecerem de me agradecer um dia, terão de preparar o jantar do dia seguinte”, ou qualquer coisa do tipo, as crianças aprenderiam rapidinho a ter boas maneiras e a respeitar os outros para ser respeitadas. Portanto, se você quiser que as pessoas mudem a maneira como o tratam, mude você primeiro.
Andrew Matthews, no livro "Faça Amigos"
segunda-feira, 24 de maio de 2010
O amor da sua vida
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você a levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Egberto Gismonti e Sivuca. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.
Roberto Freire
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você a levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Egberto Gismonti e Sivuca. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.
Roberto Freire
terça-feira, 18 de maio de 2010
vIVA
Ao longo da vida, vamos descobrindo aos poucos, pequenas coisas que nos dão certo prazer – mas, talvez, "prazer" não seja a palavra mais adequada... Afinal, são coisas que, além do prazer, nos fazem sentir que somos uma pessoa viva. Por exemplo: quando alguém atinge alguma conquista – como um carro novo.
Você já notou como essa pessoa o dirige no primeiro dia com ele nas mãos? É de maneira diferente, curtindo em profundidade aquele momento; um momento que faz com que a pessoa se sinta especial... Um momento que parece fazer com que aquela pessoa fique mais viva do que nunca.
É isso! Parecer uma pessoa mais viva do que nunca, sentir-se uma pessoa viva... Isso só é possível quando encontramos momentos mágicos que podem estar ao nosso alcance. E esses momentos não precisam ser, necessariamente, a aquisição de um desejo material. Pode ser um simples elogio recebido, uma frase dita na hora certa, ou até mesmo a chegada mais rápida do elevador naquele momento em que você estava com muita pressa.
Por isso, preste muita atenção a tudo de bom que acontece com você e festeje, porque aquele é o seu momento especial. E mais: relacione todas as coisas que despertam em você aquela sensação de “me sinto tão bem fazendo isso...” , e depois, faça essas coisas!
Você pode, você deve, você precisa. Afinal de contas, você merece se sentir uma pessoa viva, pois é para isso que estamos aqui: para viver e nos sentirmos vivos!
César Romão, no livro "Tudo vai dar certo"
Você já notou como essa pessoa o dirige no primeiro dia com ele nas mãos? É de maneira diferente, curtindo em profundidade aquele momento; um momento que faz com que a pessoa se sinta especial... Um momento que parece fazer com que aquela pessoa fique mais viva do que nunca.
É isso! Parecer uma pessoa mais viva do que nunca, sentir-se uma pessoa viva... Isso só é possível quando encontramos momentos mágicos que podem estar ao nosso alcance. E esses momentos não precisam ser, necessariamente, a aquisição de um desejo material. Pode ser um simples elogio recebido, uma frase dita na hora certa, ou até mesmo a chegada mais rápida do elevador naquele momento em que você estava com muita pressa.
Por isso, preste muita atenção a tudo de bom que acontece com você e festeje, porque aquele é o seu momento especial. E mais: relacione todas as coisas que despertam em você aquela sensação de “me sinto tão bem fazendo isso...” , e depois, faça essas coisas!
Você pode, você deve, você precisa. Afinal de contas, você merece se sentir uma pessoa viva, pois é para isso que estamos aqui: para viver e nos sentirmos vivos!
César Romão, no livro "Tudo vai dar certo"
QUASE...
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Sarah Westphal Batista da Silva)
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Sarah Westphal Batista da Silva)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Resistência a frustração
Quando eu era pequena, fazia uma brincadeira na piscina que até hoje as crianças fazem: tapar o nariz e a boca e ficar embaixo d"água, contando os segundos pra ver quem consegue ficar mais tempo sem respirar. É bem verdade que a gente não precisa de uma piscina pra fazer este teste. Podemos fazer neste mesmo instante, onde quer que esteja. Mas éramos crianças, éramos imaginativos, éramos mergulhadores em alto-mar.
Testar nossa resistência é uma maneira de avaliar o quanto estamos preparados para as adversidades. Serão poucas as vezes na vida que teremos que passar um tempo sem respirar – oxalá, nenhuma. Mas serão muitas as vezes em que teremos que testar nossa resistência à frustração.
Um...dois...três...quatro.... serão mais do que segundos, mais do que minutos ou horas trancando a respiração, lutando para não explodir. Algumas frustrações levam dias ou meses para serem elaboradas dentro da gente. As coisas quase nunca saem como a gente planejou, há sempre o elemento surpresa, que desencaminha nossos sonhos. É preciso ter muito pulmão para respirar fundo e muita cabeça fria para não botar tudo a perder.
A gente manda um e-mail amoroso e extenso e recebe uma resposta fria e lacônica. A gente organiza uma festa na nossa casa e só aparecem três gatos pingados. A gente combina de ir para a praia no feriadão e pinta, de última hora, um plantão no trabalho. A gente economiza anos para comprar um carro e quando está com o dinheiro na mão, tem que emprestá-lo para alguém que ficou repentinamente doente na família. E as frustrações de amor? Uma atrás da outra. Parece que ninguém reage como a gente espera. Todos uns desmancha-prazeres.
Os que não têm muita resistência saem atropelando, cortando relações, dramatizando o que nem é tão dramático assim. Depois mergulham em longas depressões e custam a voltar à tona. Já os mais resistentes sabem que nada é tão sério nesta vida, a não ser ela própria - a vida - e tratam de aproveitá-la com mais serenidade e paciência. Contam até três, até dez, até vinte, e basta de autoflagelação: voltam a respirar.
Martha Medeiros
Testar nossa resistência é uma maneira de avaliar o quanto estamos preparados para as adversidades. Serão poucas as vezes na vida que teremos que passar um tempo sem respirar – oxalá, nenhuma. Mas serão muitas as vezes em que teremos que testar nossa resistência à frustração.
Um...dois...três...quatro.... serão mais do que segundos, mais do que minutos ou horas trancando a respiração, lutando para não explodir. Algumas frustrações levam dias ou meses para serem elaboradas dentro da gente. As coisas quase nunca saem como a gente planejou, há sempre o elemento surpresa, que desencaminha nossos sonhos. É preciso ter muito pulmão para respirar fundo e muita cabeça fria para não botar tudo a perder.
A gente manda um e-mail amoroso e extenso e recebe uma resposta fria e lacônica. A gente organiza uma festa na nossa casa e só aparecem três gatos pingados. A gente combina de ir para a praia no feriadão e pinta, de última hora, um plantão no trabalho. A gente economiza anos para comprar um carro e quando está com o dinheiro na mão, tem que emprestá-lo para alguém que ficou repentinamente doente na família. E as frustrações de amor? Uma atrás da outra. Parece que ninguém reage como a gente espera. Todos uns desmancha-prazeres.
Os que não têm muita resistência saem atropelando, cortando relações, dramatizando o que nem é tão dramático assim. Depois mergulham em longas depressões e custam a voltar à tona. Já os mais resistentes sabem que nada é tão sério nesta vida, a não ser ela própria - a vida - e tratam de aproveitá-la com mais serenidade e paciência. Contam até três, até dez, até vinte, e basta de autoflagelação: voltam a respirar.
Martha Medeiros
Ninguém pode ser bom em tudo
Ao longo de nossa história são inúmeras as situações que, se mal digeridas, acabam gerando em nós o sentimento de inferioridade. São dores, desamores, rejeições, incompreensões, entre outras realidades, que acabam nos marcando negativamente e nos impedindo de ser aquilo que verdadeiramente somos. Infelizmente, em virtude da ausência de autoconhecimento e do péssimo hábito de se comparar aos outros, muitas vezes, o coração se torna refém do medo e escravo do sentimento de inferioridade.
Existem momentos na vida nos quais nos sentimos fracos e inferiorizados, e é natural que isso aconteça. Porém, precisamos aprender a trabalhar tais sentimentos em nós e as conseqüências que estes imprimem em nosso interior. Para bem enfrentarmos nossos complexos, precisamos saber quem de fato somos nós, pois necessitamos nos conhecer em profundidade, libertando-nos assim das máscaras e ilusões. Precisamos compreender como funciona nosso coração, para que possamos investir em nossas limitações, procurando superá-las, e cultivar nossas virtudes, buscando aperfeiçoá-las.
Ninguém pode ser bom em tudo, e quem não se assume em sua verdade de “fraqueza, e também, virtude”, correrá o risco de viver constantemente aprisionado em um labirinto interior, encontrando-se com sentimentos e dores que não consegue nomear nem compreender. As máscaras nos ausentam de nós, ausentando-nos da própria vida, pois, quando vivemos uma superficial ilusão a respeito de nós mesmos, não conseguimos caminhar nem progredir em virtude de não termos aquilo que realmente somos por alicerce.
Quem se conhece compreende que está em construção e consegue ter paciência consigo, não se sentindo inferior diante das virtudes alheias. Dessa forma, também consegue buscar pacientemente e com ternura o alvorecer das próprias virtudes. É sabedoria ter humildade e paciência para se trabalhar...
Quem não se ilude a respeito de si, consegue ter a humildade de reconhecer as virtudes dos outros e as fraquezas que lhe são próprias. Quem assim age não se condena a ser o “melhor em tudo”, pois, acaba aprendendo a lidar com as próprias imperfeições, sem se julgar inferior.
Todos temos limites e estamos nos construindo à medida que vivemos, por isso, o brilho dos outros não ofusca o que somos; mas, ao contrário, ilumina-nos na descoberta de nossa essência e lugar. Existem realidades nas quais não somos bons, e existem outras nas quais nos destacamos. Precisamos aprender a investir em nosso positivo e em nossas qualidades, para que, a partir delas, possamos superar nossas fragilidades.
Não somos menores que ninguém, somos o que somos: únicos, amados e capazes de amar. Somos seres de superação, seres que têm um imenso céu para brilhar, e que, em virtude disso, não precisam apagar estrela alguma para que a sua luz se faça real. Somos, cada qual, com suas belezas e ausências, um universo onde a felicidade é sempre uma possibilidade real.
Na medida em que formos assumindo nossa verdade e encarando de “cabeça erguida” nossa história e aquilo que somos, mais conseguiremos conquistar o território que somos nós, sem nos compararmos nem nos julgarmos inferiores a ninguém.
Assumamos nosso lugar e valor, e assim construamos, com a força e graça de Deus, nossa vitória e liberdade.
Adriano Zandoná
Existem momentos na vida nos quais nos sentimos fracos e inferiorizados, e é natural que isso aconteça. Porém, precisamos aprender a trabalhar tais sentimentos em nós e as conseqüências que estes imprimem em nosso interior. Para bem enfrentarmos nossos complexos, precisamos saber quem de fato somos nós, pois necessitamos nos conhecer em profundidade, libertando-nos assim das máscaras e ilusões. Precisamos compreender como funciona nosso coração, para que possamos investir em nossas limitações, procurando superá-las, e cultivar nossas virtudes, buscando aperfeiçoá-las.
Ninguém pode ser bom em tudo, e quem não se assume em sua verdade de “fraqueza, e também, virtude”, correrá o risco de viver constantemente aprisionado em um labirinto interior, encontrando-se com sentimentos e dores que não consegue nomear nem compreender. As máscaras nos ausentam de nós, ausentando-nos da própria vida, pois, quando vivemos uma superficial ilusão a respeito de nós mesmos, não conseguimos caminhar nem progredir em virtude de não termos aquilo que realmente somos por alicerce.
Quem se conhece compreende que está em construção e consegue ter paciência consigo, não se sentindo inferior diante das virtudes alheias. Dessa forma, também consegue buscar pacientemente e com ternura o alvorecer das próprias virtudes. É sabedoria ter humildade e paciência para se trabalhar...
Quem não se ilude a respeito de si, consegue ter a humildade de reconhecer as virtudes dos outros e as fraquezas que lhe são próprias. Quem assim age não se condena a ser o “melhor em tudo”, pois, acaba aprendendo a lidar com as próprias imperfeições, sem se julgar inferior.
Todos temos limites e estamos nos construindo à medida que vivemos, por isso, o brilho dos outros não ofusca o que somos; mas, ao contrário, ilumina-nos na descoberta de nossa essência e lugar. Existem realidades nas quais não somos bons, e existem outras nas quais nos destacamos. Precisamos aprender a investir em nosso positivo e em nossas qualidades, para que, a partir delas, possamos superar nossas fragilidades.
Não somos menores que ninguém, somos o que somos: únicos, amados e capazes de amar. Somos seres de superação, seres que têm um imenso céu para brilhar, e que, em virtude disso, não precisam apagar estrela alguma para que a sua luz se faça real. Somos, cada qual, com suas belezas e ausências, um universo onde a felicidade é sempre uma possibilidade real.
Na medida em que formos assumindo nossa verdade e encarando de “cabeça erguida” nossa história e aquilo que somos, mais conseguiremos conquistar o território que somos nós, sem nos compararmos nem nos julgarmos inferiores a ninguém.
Assumamos nosso lugar e valor, e assim construamos, com a força e graça de Deus, nossa vitória e liberdade.
Adriano Zandoná
quarta-feira, 31 de março de 2010
Questionamentos
“Enquanto não aparece a pessoa certa vá se divertindo com as erradas”.
E quem é a pessoa certa?
Existe definição pra pessoa certa”?
Será que cada um estipula a “sua pessoa certa”?
E “a sua pessoa certa” terá sempre as mesmas características? Será que muda estas características de período em período?
Será a “pessoa certa” aquela que Deus fez cruzar seu caminho e a que te quis como vc a quis?
‘Pessoa certa” não pode ser a pessoa que não te quer.
“Pessoa certa” não tem objetivos diferenciados dos seus.
A “pessoa certa” pra mim não é a “pessoa certa” pra vc.
A minha pessoa é certa pra mim na medida que sou a pessoa certa pra o outro.
E se Deus quiser que eu tenha certos aprendizados com a pessoa que pra mim não é a certa?
Ardnas Ethiel
E quem é a pessoa certa?
Existe definição pra pessoa certa”?
Será que cada um estipula a “sua pessoa certa”?
E “a sua pessoa certa” terá sempre as mesmas características? Será que muda estas características de período em período?
Será a “pessoa certa” aquela que Deus fez cruzar seu caminho e a que te quis como vc a quis?
‘Pessoa certa” não pode ser a pessoa que não te quer.
“Pessoa certa” não tem objetivos diferenciados dos seus.
A “pessoa certa” pra mim não é a “pessoa certa” pra vc.
A minha pessoa é certa pra mim na medida que sou a pessoa certa pra o outro.
E se Deus quiser que eu tenha certos aprendizados com a pessoa que pra mim não é a certa?
Ardnas Ethiel
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sintomas pós-sexo
Um casal de idosos vai ao médico.
Ao terminar o exame, o médico pergunta ao velhinho:
- "Sua saúde parece boa. O senhor tem alguma pergunta, ou existe alguma
coisa que o preocupa?"
- "Na verdade, existe", diz o velhinho. "Depois de fazer sexo com minha
esposa, em geral sinto muito calor depois da primeira, e, depois da
segunda, sinto muito frio!"
O médico diz que nunca ouvir falar disso e vai pesquisar.
Em seguida, o médico examina a velhinha, e diz:
- "Tudo está muito bem com a senhora. Existe alguma coisa que a preocupa?"
A senhora diz que não tem nenhuma pergunta ou preocupação.
O médico então diz a ela:
- "Seu marido diz ter um problema um pouco estranho. Ele disse que sente
muito calor depois de fazer sexo a primeira vez, e que sente muito frio
depois da segunda. A Sra. tem idéia do porquê?"
- "Oh, aquele velho maluco!" responde ela: "É porque a primeira é em
janeiro, e a segunda, em julho!
Ao terminar o exame, o médico pergunta ao velhinho:
- "Sua saúde parece boa. O senhor tem alguma pergunta, ou existe alguma
coisa que o preocupa?"
- "Na verdade, existe", diz o velhinho. "Depois de fazer sexo com minha
esposa, em geral sinto muito calor depois da primeira, e, depois da
segunda, sinto muito frio!"
O médico diz que nunca ouvir falar disso e vai pesquisar.
Em seguida, o médico examina a velhinha, e diz:
- "Tudo está muito bem com a senhora. Existe alguma coisa que a preocupa?"
A senhora diz que não tem nenhuma pergunta ou preocupação.
O médico então diz a ela:
- "Seu marido diz ter um problema um pouco estranho. Ele disse que sente
muito calor depois de fazer sexo a primeira vez, e que sente muito frio
depois da segunda. A Sra. tem idéia do porquê?"
- "Oh, aquele velho maluco!" responde ela: "É porque a primeira é em
janeiro, e a segunda, em julho!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Navegue...
Navegue,
descubra tesouros,
mas não os tire do fundo do mar,
o lugar deles é lá.
Admire a lua,
sonhe com ela,
mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol,
se deixe acariciar por ele,
mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas,
apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva,
ela quer cair e molhar muitos rostos,
não pode molhar só o seu.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama?
Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui,
a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda,
se o século vira e se o milênio é outro,
se a idade aumenta;
conserve a vontade de viver,
não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar
e as portas também.
Persiga um sonho,
mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor,
cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Procure,
sempre procure o fim de uma história,
seja ela qual for.
Dê um sorriso
para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos,
mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado,
alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos
e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo,
só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se,
volte atrás,
peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
(Fernando Pessoa)
descubra tesouros,
mas não os tire do fundo do mar,
o lugar deles é lá.
Admire a lua,
sonhe com ela,
mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol,
se deixe acariciar por ele,
mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas,
apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva,
ela quer cair e molhar muitos rostos,
não pode molhar só o seu.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama?
Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui,
a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda,
se o século vira e se o milênio é outro,
se a idade aumenta;
conserve a vontade de viver,
não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar
e as portas também.
Persiga um sonho,
mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor,
cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Procure,
sempre procure o fim de uma história,
seja ela qual for.
Dê um sorriso
para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos,
mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado,
alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos
e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo,
só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se,
volte atrás,
peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Encontre uma razão
A maioria das pessoas desiste facilmente porque na verdade não tem uma razão séria para continuar. Se quiser atingir seus objetivos, encontre uma razão para aquilo. Um motivo tão forte, tão motivador, tão contagiante, que todas as dificuldades que surgirem parecerão pequenas. Quando parecer que lhe faltam forças, é porque na verdade está faltando um motivo. Encontre uma forte razão, e força é o que nunca mais lhe faltará.
Felicidade realista
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos
jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente
seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos
jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente
seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
"Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena"
(Edson Marques)
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
"Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena"
(Edson Marques)
Lições de vida
O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Errar.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? O abandono.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desânimo.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais.
O maior mistério? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O pior sentimento? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A rota mais rápida? O caminho certo.
A sensação mais agradável? A paz interior.
A proteção efetiva? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os amigos.
A mais bela de todas as coisas??? O amor.
A coisa mais fácil? Errar.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? O abandono.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desânimo.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais.
O maior mistério? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O pior sentimento? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A rota mais rápida? O caminho certo.
A sensação mais agradável? A paz interior.
A proteção efetiva? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os amigos.
A mais bela de todas as coisas??? O amor.
Caminho errado
Diz o ditado mineiro que “quando a gente está no caminho errado, não adianta ficar pegando atalhos”.
Quando seguimos por outros caminhos que não combinam com a nossa situação de vida, inevitavelmente iremos “quebrar a cara”. Quando isto ocorrer, mude imediatamente. Isto significa dizer que não adianta ficar batendo cabeça com coisas que você sabe que não darão certo. Muitas vezes, uma mudança de estratégia na vida da gente poderá modificar o nosso futuro e dará outro rumo para o encontro da nossa felicidade.
Mude sempre que precisar, a mudança é única certeza estável em nossa vida. Pense nisso hoje e reformule os seus conceitos de bem viver.
Quando seguimos por outros caminhos que não combinam com a nossa situação de vida, inevitavelmente iremos “quebrar a cara”. Quando isto ocorrer, mude imediatamente. Isto significa dizer que não adianta ficar batendo cabeça com coisas que você sabe que não darão certo. Muitas vezes, uma mudança de estratégia na vida da gente poderá modificar o nosso futuro e dará outro rumo para o encontro da nossa felicidade.
Mude sempre que precisar, a mudança é única certeza estável em nossa vida. Pense nisso hoje e reformule os seus conceitos de bem viver.
Amigos
Meus amigos são todos assim... metade loucura, metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila... Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim "louco" e "santo".
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Coisa de louco... Louco que senta, horas e horas, de conversa ou de silêncio, e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Não quero deles só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria... Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância, metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. E velhos, para que nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão... estéril!
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila... Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim "louco" e "santo".
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Coisa de louco... Louco que senta, horas e horas, de conversa ou de silêncio, e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Não quero deles só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria... Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância, metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. E velhos, para que nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão... estéril!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Evoluir
Evoluir não é querer ser a borboleta
Sem ter sido a larva mísera e preta...
É atravessar o lado escuro e nascer
Como o lírio perfumado e puro.
É dia após dia renascer...
É tropeçar nas faltas
E ressurgir dos erros praticados...
É prosseguir, cair, e novamente se erguer.
Evoluir é depurar a alma cativa...
É lapidar a pedra rude e viva,
Dar-lhe a aresta, o brilho e o destino.
Evoluir é retirar lições das dores,
Dos espinhos retirar as flores,
E do erro, o máximo de ensino!"
(autor desconhecido)
Ou seja não adianta nada você querer alertar um filho, um amigo(a), tem que passar pela coisa, pra evoluir....
Sem ter sido a larva mísera e preta...
É atravessar o lado escuro e nascer
Como o lírio perfumado e puro.
É dia após dia renascer...
É tropeçar nas faltas
E ressurgir dos erros praticados...
É prosseguir, cair, e novamente se erguer.
Evoluir é depurar a alma cativa...
É lapidar a pedra rude e viva,
Dar-lhe a aresta, o brilho e o destino.
Evoluir é retirar lições das dores,
Dos espinhos retirar as flores,
E do erro, o máximo de ensino!"
(autor desconhecido)
Ou seja não adianta nada você querer alertar um filho, um amigo(a), tem que passar pela coisa, pra evoluir....
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O fracasso pode ser uma bússola
Todos têm um ideal na vida, mas são tão poucos os que realmente chegam lá.
A maioria das pessoas acaba envolvendo-se de tal modo com a luta pela sobrevivência que quase esquece o seu grande sonho.
Qual é a importância de ter um ideal na vida? Se não tiver um, nem um guindaste tira você da cama de manhã - sem contar o tipo de pessoa rude e chata em que vai se transformar.
Achar também que a felicidade só chegará quando o ideal for alcançado é o que acontece com 90% das pessoas.
Tem gente que diz "ah, eu só serei feliz quando tiver um apartamento de cobertura ou quando tiver um carro importado e por aí afora..."
Vincular uma coisa à outra acaba levando ao fracasso. A felicidade tem que estar no caminho da conquista. Enquanto você estiver trilhando o caminho para o ideal, estará feliz. Esse é o segredo.
É importante você descobrir a sua melhor aptidão. Muitas pessoas pensam assim: eu preciso ganhar dinheiro. Mas quem puder exercer sua aptidão vai ganhar muito mais dinheiro com ela, porque saberá fazer o trabalho bem feito.
A receita é a combinação de dois fatores: aptidão e competência. Aptidão você tem, competência você desenvolve, você aprende. Pessoas que venceram na vida transformaram o treinamento em hábito.
Existem pessoas que até chegam ao sucesso por acaso, mas caso não se preparem para sustentá-lo, perdem tudo.
É comum ver artistas e esportistas fazerem sucesso da noite para o dia. As pessoas se deixam levar muito por esses modelos de sucesso, mas quando almejam uma coisa que não tem a ver com a sua aptidão, pagam um preço muito caro.
É preciso saber lidar com o fracasso. É preciso fazer dele uma bússola. Quando a gente fracassa, descobre o caminho por onde não é bom ir.
Também não é bom projetar expectativas nos outros. Se em vez de assumir sua incapacidade a pessoa simplesmente joga a culpa no outro, não cresce e não realiza sua vida.
Enquanto você não assumir a responsabilidade pelo que acontece, vai achar que tudo o que faz está bom. No dia em que assumir, você cresce. Existe também um preço a pagar pela realização do ideal.
Fazer um curso no sábado ou ficar 15 dias mergulhado num trabalho, preencher um relatório que tem de ser preparado... Sempre haverá um preço a pagar, mas muita gente não está disposta a isso.
O que é preciso fazer? Primeiro, descobrir sua aptidão, depois, desenvolver a sua competência e aí então, estabelecer um foco, e assumir a responsabilidade por sua vida.
Eis aí uma receita de sucesso com ideal de vida, mostrando que a viagem pode ser tão boa quanto o destino, mas entendendo que a felicidade não é o destino, e sim, a viagem.
A maioria das pessoas acaba envolvendo-se de tal modo com a luta pela sobrevivência que quase esquece o seu grande sonho.
Qual é a importância de ter um ideal na vida? Se não tiver um, nem um guindaste tira você da cama de manhã - sem contar o tipo de pessoa rude e chata em que vai se transformar.
Achar também que a felicidade só chegará quando o ideal for alcançado é o que acontece com 90% das pessoas.
Tem gente que diz "ah, eu só serei feliz quando tiver um apartamento de cobertura ou quando tiver um carro importado e por aí afora..."
Vincular uma coisa à outra acaba levando ao fracasso. A felicidade tem que estar no caminho da conquista. Enquanto você estiver trilhando o caminho para o ideal, estará feliz. Esse é o segredo.
É importante você descobrir a sua melhor aptidão. Muitas pessoas pensam assim: eu preciso ganhar dinheiro. Mas quem puder exercer sua aptidão vai ganhar muito mais dinheiro com ela, porque saberá fazer o trabalho bem feito.
A receita é a combinação de dois fatores: aptidão e competência. Aptidão você tem, competência você desenvolve, você aprende. Pessoas que venceram na vida transformaram o treinamento em hábito.
Existem pessoas que até chegam ao sucesso por acaso, mas caso não se preparem para sustentá-lo, perdem tudo.
É comum ver artistas e esportistas fazerem sucesso da noite para o dia. As pessoas se deixam levar muito por esses modelos de sucesso, mas quando almejam uma coisa que não tem a ver com a sua aptidão, pagam um preço muito caro.
É preciso saber lidar com o fracasso. É preciso fazer dele uma bússola. Quando a gente fracassa, descobre o caminho por onde não é bom ir.
Também não é bom projetar expectativas nos outros. Se em vez de assumir sua incapacidade a pessoa simplesmente joga a culpa no outro, não cresce e não realiza sua vida.
Enquanto você não assumir a responsabilidade pelo que acontece, vai achar que tudo o que faz está bom. No dia em que assumir, você cresce. Existe também um preço a pagar pela realização do ideal.
Fazer um curso no sábado ou ficar 15 dias mergulhado num trabalho, preencher um relatório que tem de ser preparado... Sempre haverá um preço a pagar, mas muita gente não está disposta a isso.
O que é preciso fazer? Primeiro, descobrir sua aptidão, depois, desenvolver a sua competência e aí então, estabelecer um foco, e assumir a responsabilidade por sua vida.
Eis aí uma receita de sucesso com ideal de vida, mostrando que a viagem pode ser tão boa quanto o destino, mas entendendo que a felicidade não é o destino, e sim, a viagem.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Poema gaúcho para a Geisy da Uniban
UMA BURCA PARA GEISEY
I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.
II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"
III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!
IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.
V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"
VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.
VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.
VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.
IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.
X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto
I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.
II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"
III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!
IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.
V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"
VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.
VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.
VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.
IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.
X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
O que o outro pode oferecer
Nós temos em nós,esse jeito,essa mania de querer"consertar as coisas,as pessoas e tudo o mais", de acordo com a nossa visão pessoal.Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.
Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele "sonha" e não o que o outro pode oferecer.Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros. porque temos essa visão de"consertar" o que achamos errado.
Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele "sonha" e não o que o outro pode oferecer.Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros. porque temos essa visão de"consertar" o que achamos errado.
O amanhã não nos pertence
Viver o dia-a-dia é a mais natural
e a mais difícil de todas as coisas.
Contentar-se do presente,
do aqui e do agora exige de nós um grande
auto-controle dos sentimentos e emoções.
As coisas que nos fizeram
vibrar no passado vibram ainda hoje,
mas de maneira menos intensa,
com gosto de saudosismo.
Passou e ficou de forma leve,
como as lembranças das férias ou das primeiras
batidas incontroláveis do coração.
As coisas futuras podem nos alegrar
(uma felicidade esperada)
ou nos fazer sofrer intensamente,
antes mesmo que o esperado chegue,
se chegar.
Não controlamos o que passou,
porque aconteceu e não sabemos voltar atrás
e não controlamos o futuro,
apesar de tentarmos escolher minuciosamente
os bons caminhos.
O ontem faz parte
definitivamente das nossas vidas,
nossa história e nossas
entranhas e não podemos negá-lo,
mas o amanhã não nos pertence.
Ele é apenas uma possibilidade,
um sonho ou um pesadelo,
uma nuvem que se aproxima mas que pode,
com um sopro do vento,
ir em outras direções.
O hoje sim é o que temos
de real e nos pertence de todo.
Antecipar alegrias e vitórias faz-nos bem,
se mantemos os pés firmes no chão;
antecipar perdas e partidas provoca-nos dores
inúteis e frequentemente maiores ainda que o que seriam,
pois já pela antecipação se multiplicam.
Devemos aprender a acolher o hoje
e fazer dele o melhor que podemos,
com todos os meios que tivermos.
Sermos felizes,
fazermos outros felizes,
nos bastando de cada segundo oferto como
um presente Divino que não se oferecerá
uma segunda vez.
e a mais difícil de todas as coisas.
Contentar-se do presente,
do aqui e do agora exige de nós um grande
auto-controle dos sentimentos e emoções.
As coisas que nos fizeram
vibrar no passado vibram ainda hoje,
mas de maneira menos intensa,
com gosto de saudosismo.
Passou e ficou de forma leve,
como as lembranças das férias ou das primeiras
batidas incontroláveis do coração.
As coisas futuras podem nos alegrar
(uma felicidade esperada)
ou nos fazer sofrer intensamente,
antes mesmo que o esperado chegue,
se chegar.
Não controlamos o que passou,
porque aconteceu e não sabemos voltar atrás
e não controlamos o futuro,
apesar de tentarmos escolher minuciosamente
os bons caminhos.
O ontem faz parte
definitivamente das nossas vidas,
nossa história e nossas
entranhas e não podemos negá-lo,
mas o amanhã não nos pertence.
Ele é apenas uma possibilidade,
um sonho ou um pesadelo,
uma nuvem que se aproxima mas que pode,
com um sopro do vento,
ir em outras direções.
O hoje sim é o que temos
de real e nos pertence de todo.
Antecipar alegrias e vitórias faz-nos bem,
se mantemos os pés firmes no chão;
antecipar perdas e partidas provoca-nos dores
inúteis e frequentemente maiores ainda que o que seriam,
pois já pela antecipação se multiplicam.
Devemos aprender a acolher o hoje
e fazer dele o melhor que podemos,
com todos os meios que tivermos.
Sermos felizes,
fazermos outros felizes,
nos bastando de cada segundo oferto como
um presente Divino que não se oferecerá
uma segunda vez.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Os cariocas
· Tom Jobin era carioca
· Vinícius de Morais era carioca
· Chico Buarque é carioca
· Noel Rosa era carioca
· Pixinguinha era carioca
· Lamartine Babo era carioca
· Renato Russo era carioca
· Arnaldo Jabor é carioca
· Cazuza era carioca
· Betinho era carioca
· Zico é carioca
· Romário é carioca
· O maior estádio do mundo é carioca
· O vôlei de praia é invenção carioca
· O futevôlei é invenção carioca
· O futebol de praia é invenção carioca
· A praia mais famosa do Mundo é carioca
· A maior floresta urbana do mundo é carioca
· Os dois maiores símbolos do País (Cristo Redentor e o Pão de Açúcar) são cariocas
· O maior jornal do Brasil é carioca
· A Brahma é carioca
· O Rio é sol, é sal, é suor, é cerveja, é carioca!
· Vinícius de Morais era carioca
· Chico Buarque é carioca
· Noel Rosa era carioca
· Pixinguinha era carioca
· Lamartine Babo era carioca
· Renato Russo era carioca
· Arnaldo Jabor é carioca
· Cazuza era carioca
· Betinho era carioca
· Zico é carioca
· Romário é carioca
· O maior estádio do mundo é carioca
· O vôlei de praia é invenção carioca
· O futevôlei é invenção carioca
· O futebol de praia é invenção carioca
· A praia mais famosa do Mundo é carioca
· A maior floresta urbana do mundo é carioca
· Os dois maiores símbolos do País (Cristo Redentor e o Pão de Açúcar) são cariocas
· O maior jornal do Brasil é carioca
· A Brahma é carioca
· O Rio é sol, é sal, é suor, é cerveja, é carioca!
Atualização
ATUALIZAÇÃO GRAMATICAL (rsrsrs...)
Antes era: creme rinse - Agora é: condicionador
Antes era: obrigado - Agora é: valeu
Antes era: é complicado - Agora é: é foda
Antes era: collant - Agora é : body
Antes era: rouge - Agora é: blush
Antes era: ancião e corôa - Agora é: Véi
Antes era:bailinho e discoteca - Agora é:balada
Antes era:japona - Agora é: jaqueta
Antes era: nos bastidores - Agora é: making off
Antes era: cafona - Agora é: brega
Antes era: programa de entrevistas - Agora é: talk-show
Antes era:reclame - Agora é: propaganda
Antes era:calça cocota - Agora é: calça cintura baixa
Antes era: flertar, paquerar - Agora é: dar mole
Antes era: oi, olá, como vai? - Agora é: e aê?
Antes era: cópia, imitação - Agora é: genérico
Antes era: curtir, zoar - Agora é: causar
Ainda tem mais...
Antes era: mamãe posso ir? - Agora é: véiaaaa, fui!!!
Antes era: legal, bacana - Agora é: manero, irado
Antes era: mulher de vida fácil - Agora é: garota de programa
Antes era: legal o negócio - Agora é: xapado o baguio
Antes era: pasta de dente - Agora é: creme dental
Antes era: cansaço - Agora é: estresse
Antes era: desculpe - Agora é: foi mal
Antes era: oi, tudo bem? - Agora é: e aê, belê?
Antes era: ficou chateada - Agora é: ficou bolada
Antes era: médico de senhoras - Agora é: ginéco
Antes era: super legal - Agora é: irado
Antes era: primário e ginásio - Agora é: ensino fundamental
Antes era: preste atenção - Agora é: se liga na bagaça
Antes era: por favor - Agora é: quebra essa
Antes era: recreio - Agora é: intervalo
Antes era: manequim - Agora é: modelo e atriz
Antes era: retrato - Agora é: foto
Antes era: jardineira - Agora é: macacão
Antes era: mentira - Agora é: kaô
Antes era: saquei - Agora é: tô ligado
Antes era: entendeu? - Agora é: copiou?
Antes era: gafe - Agora é: mico
Antes era: fofoca - Agora é: babado
Antes era: ha ha há - Agora é: uhauhauhauha
Antes era : fotocópia - Agora é : xerox
Antes era: brilho labial - Agora é: gloss
Antes era : bola ao cesto - Agora é: basquete
Antes era: folhinha - Agora é: calendário
Antes era: empregada doméstica - Agora é: secretária do lar
Antes era: faxineira - Agora é: diarista
Antes era: vou verificar - Agora é: vou estar verificando
Antes era: madureza - Agora é: supletivo
Antes era: vidro fumê - Agora é: insulfilm
Antes era: posso te ligar? - Agora é: posso te add?
Antes era: tingir uma roupa - Agora é: costumizar
Antes era: dar no pé - Agora é: vazar
Antes era: embrulho - Agora é: pacote
Antes era: lycra - Agora é: stretch
Antes era: tristeza - Agora é: deprê
Antes era: beque - Agora é: zagueiro
Antes era: rádio patrulha - Agora é : viatura
Antes era: atlético - Agora é: sarado
Antes era: peituda - Agora é: siliconada
Antes era: professor de ginástica - Agora é: personal trainning
Antes era : quadro negro - Agora é : lousa
Antes era: babosa - Agora é: aloe vera
Antes era - Ave Maria!!! - Agora é - Afffff!!
Antes era: caramba - Agora é: caraca
Antes era: namoro - Agora é: pegação
Antes era: laquê - Agora é: spray
Antes era: de montão - Agora é: pracarai !!!
Antes era: derrame - Agora é: AVC
Antes era: sua bênção papai - Agora é: "qualé" coroa?
Antes era: você tem certeza? - Agora é: fala sério aê!
Antes era: banha - Agora é : gordura localizada
Antes era: casa de fundos - Agora é: edícula
Antes era: bar no fim do expediente - Agora é: happy hour
Antes era: costureira - Agora é: estilista
Antes era: negro - Agora é: afro-descendente
Antes era: professora - Agora é: tia; prof
Antes era: aquele senhor - Agora é: aquele tiozinho
Antes era: bela bunda! - Agora é:: que popozão!
Antes era: olha o barulho! - Agora é: ó o auê aí ô!
Antes era: desculpe, mas o que você me solicitou é impossível de atender! - Agora é: nem fudendo!
Antes era: creme rinse - Agora é: condicionador
Antes era: obrigado - Agora é: valeu
Antes era: é complicado - Agora é: é foda
Antes era: collant - Agora é : body
Antes era: rouge - Agora é: blush
Antes era: ancião e corôa - Agora é: Véi
Antes era:bailinho e discoteca - Agora é:balada
Antes era:japona - Agora é: jaqueta
Antes era: nos bastidores - Agora é: making off
Antes era: cafona - Agora é: brega
Antes era: programa de entrevistas - Agora é: talk-show
Antes era:reclame - Agora é: propaganda
Antes era:calça cocota - Agora é: calça cintura baixa
Antes era: flertar, paquerar - Agora é: dar mole
Antes era: oi, olá, como vai? - Agora é: e aê?
Antes era: cópia, imitação - Agora é: genérico
Antes era: curtir, zoar - Agora é: causar
Ainda tem mais...
Antes era: mamãe posso ir? - Agora é: véiaaaa, fui!!!
Antes era: legal, bacana - Agora é: manero, irado
Antes era: mulher de vida fácil - Agora é: garota de programa
Antes era: legal o negócio - Agora é: xapado o baguio
Antes era: pasta de dente - Agora é: creme dental
Antes era: cansaço - Agora é: estresse
Antes era: desculpe - Agora é: foi mal
Antes era: oi, tudo bem? - Agora é: e aê, belê?
Antes era: ficou chateada - Agora é: ficou bolada
Antes era: médico de senhoras - Agora é: ginéco
Antes era: super legal - Agora é: irado
Antes era: primário e ginásio - Agora é: ensino fundamental
Antes era: preste atenção - Agora é: se liga na bagaça
Antes era: por favor - Agora é: quebra essa
Antes era: recreio - Agora é: intervalo
Antes era: manequim - Agora é: modelo e atriz
Antes era: retrato - Agora é: foto
Antes era: jardineira - Agora é: macacão
Antes era: mentira - Agora é: kaô
Antes era: saquei - Agora é: tô ligado
Antes era: entendeu? - Agora é: copiou?
Antes era: gafe - Agora é: mico
Antes era: fofoca - Agora é: babado
Antes era: ha ha há - Agora é: uhauhauhauha
Antes era : fotocópia - Agora é : xerox
Antes era: brilho labial - Agora é: gloss
Antes era : bola ao cesto - Agora é: basquete
Antes era: folhinha - Agora é: calendário
Antes era: empregada doméstica - Agora é: secretária do lar
Antes era: faxineira - Agora é: diarista
Antes era: vou verificar - Agora é: vou estar verificando
Antes era: madureza - Agora é: supletivo
Antes era: vidro fumê - Agora é: insulfilm
Antes era: posso te ligar? - Agora é: posso te add?
Antes era: tingir uma roupa - Agora é: costumizar
Antes era: dar no pé - Agora é: vazar
Antes era: embrulho - Agora é: pacote
Antes era: lycra - Agora é: stretch
Antes era: tristeza - Agora é: deprê
Antes era: beque - Agora é: zagueiro
Antes era: rádio patrulha - Agora é : viatura
Antes era: atlético - Agora é: sarado
Antes era: peituda - Agora é: siliconada
Antes era: professor de ginástica - Agora é: personal trainning
Antes era : quadro negro - Agora é : lousa
Antes era: babosa - Agora é: aloe vera
Antes era - Ave Maria!!! - Agora é - Afffff!!
Antes era: caramba - Agora é: caraca
Antes era: namoro - Agora é: pegação
Antes era: laquê - Agora é: spray
Antes era: de montão - Agora é: pracarai !!!
Antes era: derrame - Agora é: AVC
Antes era: sua bênção papai - Agora é: "qualé" coroa?
Antes era: você tem certeza? - Agora é: fala sério aê!
Antes era: banha - Agora é : gordura localizada
Antes era: casa de fundos - Agora é: edícula
Antes era: bar no fim do expediente - Agora é: happy hour
Antes era: costureira - Agora é: estilista
Antes era: negro - Agora é: afro-descendente
Antes era: professora - Agora é: tia; prof
Antes era: aquele senhor - Agora é: aquele tiozinho
Antes era: bela bunda! - Agora é:: que popozão!
Antes era: olha o barulho! - Agora é: ó o auê aí ô!
Antes era: desculpe, mas o que você me solicitou é impossível de atender! - Agora é: nem fudendo!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
continuação
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram.. descobre também que outras disseram te amo uma única vez e agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes:
a) a relação com a família,
b) as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter),
c) os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento,
d) seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço fale mais que qualquer palavra.. esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Aproveite sua família que é uma grande felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas. Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em
algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
Luiz Fernando Veríssimo
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram.. descobre também que outras disseram te amo uma única vez e agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes:
a) a relação com a família,
b) as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter),
c) os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento,
d) seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço fale mais que qualquer palavra.. esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Aproveite sua família que é uma grande felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas. Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em
algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
Luiz Fernando Veríssimo
As vezes a pessoas...
Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança.
Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar.. é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes nos falta esperança.
Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar.. é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Ensinamentos
Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.
(Fernando Pessoa)
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.
(Fernando Pessoa)
Borboleta
Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um grande amor, um emprego, uma verdadeira amizade, uma casa, etc...
Muitas vezes, a vida usa símbolos, acontecimentos que são sinais para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que desejamos, precisamos aprender algo de importante, precisamos estar prontos e maduros pra viver determinadas situações.
Se isso está acontecendo na sua vida, pare e reflita sobre a seguinte frase:
"não corra atrás das borboletas. Cuide de seu jardim e elas virão até você!"
devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que esse fluxo é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós, seres humanos, é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo "empurrar o rio".
O rio vai sozinho, obedecendo o ritmo da natureza.
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas se nos dedicarmos a cuidar de "nosso" jardim, a transformar o nosso espaço (a nossa vida) num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável... As borboletas virão até nós!!
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá...!!!
Muitas vezes, a vida usa símbolos, acontecimentos que são sinais para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que desejamos, precisamos aprender algo de importante, precisamos estar prontos e maduros pra viver determinadas situações.
Se isso está acontecendo na sua vida, pare e reflita sobre a seguinte frase:
"não corra atrás das borboletas. Cuide de seu jardim e elas virão até você!"
devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que esse fluxo é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós, seres humanos, é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo "empurrar o rio".
O rio vai sozinho, obedecendo o ritmo da natureza.
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas se nos dedicarmos a cuidar de "nosso" jardim, a transformar o nosso espaço (a nossa vida) num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável... As borboletas virão até nós!!
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá...!!!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos.
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar na treva.
Um caminho entre dois túmulos.
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso, talvez de amor,
Uma prece por quem se vai.
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte.
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente. Vinicius de Moraes
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos.
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar na treva.
Um caminho entre dois túmulos.
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso, talvez de amor,
Uma prece por quem se vai.
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte.
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente. Vinicius de Moraes
Receita de felicidade
Para fazer felicidade,
pegue meia dúzia de amigos,
descasque as máscaras,
até que fique tudo bem transparente.
Junte duas partes que se separaram,
mas ainda se amam,
até que todos se entendam.
Depois mexa tudo.
Com meio quilo de amor, em uma tigela de amizade,
complete com compreensão e leve ao forno
até que fique tudo dourado e bem sincero.
Para acompanhar, pegue seus sentimentos
e retire os medos, as traições e os rancores,
pois estes amargam muito.
Misture o restante com boas recordações,
música, beijos e abraços de pessoas queridas a seu gosto.
Em hipótese alguma bata na massa, apenas misture:
violência faz com que o amor perca o sabor e a amizade estrague.
O rendimento é de infinitas porções.
Autor Anônimo
pegue meia dúzia de amigos,
descasque as máscaras,
até que fique tudo bem transparente.
Junte duas partes que se separaram,
mas ainda se amam,
até que todos se entendam.
Depois mexa tudo.
Com meio quilo de amor, em uma tigela de amizade,
complete com compreensão e leve ao forno
até que fique tudo dourado e bem sincero.
Para acompanhar, pegue seus sentimentos
e retire os medos, as traições e os rancores,
pois estes amargam muito.
Misture o restante com boas recordações,
música, beijos e abraços de pessoas queridas a seu gosto.
Em hipótese alguma bata na massa, apenas misture:
violência faz com que o amor perca o sabor e a amizade estrague.
O rendimento é de infinitas porções.
Autor Anônimo
Aprendi
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa pela forma como ela lida com três coisas:
um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que saber ganhar a vida não é a mesma coisa que saber vivê-la.
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho, procurando fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano - segurar na mão, receber um abraço afetuoso ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
Aprendi que eu deveria passar essa mensagem para todos meus amigos. Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez... Mas nunca esquecerão de como você as tratou.
Autor Anônimo
um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que saber ganhar a vida não é a mesma coisa que saber vivê-la.
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho, procurando fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano - segurar na mão, receber um abraço afetuoso ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
Aprendi que eu deveria passar essa mensagem para todos meus amigos. Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez... Mas nunca esquecerão de como você as tratou.
Autor Anônimo
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Um dia a gente aprende que...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
CORRIGINDO 20 VELHOS DITADOS
01- "É dando que se ... engravida".
02- "Quem ri por último... é retardado".
03- "Alegria de pobre... é impossível".
04- "Quem com ferro fere... não sabe como dói".
05- "Em casa de ferreiro... só tem ferro".
06- "Quem tem boca.... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!"
07- "Gato escaldado... morre, porra!"
08- "Quem espera.... fica de saco cheio."
09- "Quando um não quer... o outro insiste."
10- "Os últimos serão .... os desclassificados."
11- "Há males que vêm para ... fuder com tudo mesmo!" (essa é ótima!!!)
12- "Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia."
13- "A esperança.... e a sogra são as últimas que morrem."
14- "Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha."
15- "Depois da tempestade vem a .... gripe."
16- "Devagar.... nunca se chega."
17- "Antes tarde do que ... mais tarde."
18- "Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho.."
19- "Quem cedo madruga... fica com sono o dia inteiro."
20- "Pau que nasce torto... urina no chão."
02- "Quem ri por último... é retardado".
03- "Alegria de pobre... é impossível".
04- "Quem com ferro fere... não sabe como dói".
05- "Em casa de ferreiro... só tem ferro".
06- "Quem tem boca.... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!"
07- "Gato escaldado... morre, porra!"
08- "Quem espera.... fica de saco cheio."
09- "Quando um não quer... o outro insiste."
10- "Os últimos serão .... os desclassificados."
11- "Há males que vêm para ... fuder com tudo mesmo!" (essa é ótima!!!)
12- "Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia."
13- "A esperança.... e a sogra são as últimas que morrem."
14- "Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha."
15- "Depois da tempestade vem a .... gripe."
16- "Devagar.... nunca se chega."
17- "Antes tarde do que ... mais tarde."
18- "Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho.."
19- "Quem cedo madruga... fica com sono o dia inteiro."
20- "Pau que nasce torto... urina no chão."
Qanto tempo dura uma paixão?
Êxtase, euforia, apreensão, dias inquietos, noites insones... É raro encontrar alguém que não saiba o que é uma paixão. O envolvimento é tão forte e invasivo, que pode levar a pessoa a ignorar suas obrigações cotidianas, além de induzi-la a fazer sacrifícios e a tomar decisões radicais. Por essa razão, e por ter no ardor sexual um forte componente, ela sempre foi considerada perigosa do ponto de vista da ordem e do dever social.
Na maior parte das culturas nunca se aceitou que o casamento fosse conseqüência de um amor apaixonado, embora o amor fatal seja o mais antigo dos temas nos versos e lendas. O francês Denis de Rougemont, grande estudioso do amor no Ocidente, afirma que raramente os poetas cantam o amor feliz, harmonioso e tranqüilo. E que o romance passa a existir unicamente onde o amor é fatal, proscrito, condenado... e não como a satisfação do amor. As provas, os obstáculos, as proibições, são as condições da paixão. Afinal, paixão significa sofrimento. Por que, então, as pessoas a valorizam?
O desejo e o sofrimento fazem com que todos se sintam vivos, proporcionando um frisson, e muitas surpresas. Necessita-se do outro, não como ele é no real, mas como instrumento que torna possível viver uma paixão ardente. Somos envolvidos por um sentimento tão intenso que por ele ansiamos, apesar de nos fazer sofrer. Os apaixonados não precisam da presença do outro, mas da sua ausência. Contudo, a maioria reconhece que a paixão acaba logo. Se é assim, por que nos apaixonamos e quanto tempo, afinal, dura uma paixão?
Prazo de validade
Vários estudos já mostraram que esse violento distúrbio emocional é desencadeado por algo físico que acontece no cérebro. Talvez aí se explique por que as pessoas apaixonadas são capazes de ficar acordadas a noite inteira, conversando ou fazendo sexo. Mas existem alguns pré-requisitos: certo distanciamento e mistério são essenciais para a paixão; em geral, as pessoas não se apaixonam por alguém que conhecem bem.
Segundo uma pesquisa sobre a natureza do amor e da paixão, feita recentemente nos Estados Unidos, em que foram entrevistadas 5 mil pessoas em 37 culturas, há uma série de evidências de que essa exaltação seja criada por um coquetel de substâncias químicas cerebrais e deflagrada pelo condicionamento cultural. Os pesquisadores observaram que esse tipo de emoção não dura mais que dois anos e meio, quando a pessoa começa a voltar a um estado mental relaxado. Em meados da década de 60 a psicóloga americana Doroty Tennov já havia chegado à conclusão de que a duração média de uma paixão é de 18 meses a três anos. Suspeita-se que seu término também se deva à fisiologia cerebral; o cérebro não suportaria manter eternamente essa excitação.
Mesmo durando pouco, a paixão sempre foi sentida como uma doença da alma que, além de limitar a liberdade individual, pode levar ao assassinato ou ao suicídio. Mas a paixão está em via de extinção. As mentalidades estão mudando e a situação hoje é outra.
A filósofa francesa Elizabeth Badinter acredita que agora homens e mulheres sonham com outra coisa diferente dos dilaceramentos. Se as promessas de sofrimento devem vencer os prazeres, preferimos nos desligar. Além disso, a permissividade tirou da paixão seu motor mais poderoso: a proibição. "Ao admitir que o coração não está mais fora da lei, mas acima dela, pregou-se uma peça no desejo", diz ela.
Então, mesmo que ainda quiséssemos, não poderíamos mais. As condições da paixão não estão mais reunidas, tanto do ponto de vista social quanto psicológico.
Por Regina Navarro Lins
Na maior parte das culturas nunca se aceitou que o casamento fosse conseqüência de um amor apaixonado, embora o amor fatal seja o mais antigo dos temas nos versos e lendas. O francês Denis de Rougemont, grande estudioso do amor no Ocidente, afirma que raramente os poetas cantam o amor feliz, harmonioso e tranqüilo. E que o romance passa a existir unicamente onde o amor é fatal, proscrito, condenado... e não como a satisfação do amor. As provas, os obstáculos, as proibições, são as condições da paixão. Afinal, paixão significa sofrimento. Por que, então, as pessoas a valorizam?
O desejo e o sofrimento fazem com que todos se sintam vivos, proporcionando um frisson, e muitas surpresas. Necessita-se do outro, não como ele é no real, mas como instrumento que torna possível viver uma paixão ardente. Somos envolvidos por um sentimento tão intenso que por ele ansiamos, apesar de nos fazer sofrer. Os apaixonados não precisam da presença do outro, mas da sua ausência. Contudo, a maioria reconhece que a paixão acaba logo. Se é assim, por que nos apaixonamos e quanto tempo, afinal, dura uma paixão?
Prazo de validade
Vários estudos já mostraram que esse violento distúrbio emocional é desencadeado por algo físico que acontece no cérebro. Talvez aí se explique por que as pessoas apaixonadas são capazes de ficar acordadas a noite inteira, conversando ou fazendo sexo. Mas existem alguns pré-requisitos: certo distanciamento e mistério são essenciais para a paixão; em geral, as pessoas não se apaixonam por alguém que conhecem bem.
Segundo uma pesquisa sobre a natureza do amor e da paixão, feita recentemente nos Estados Unidos, em que foram entrevistadas 5 mil pessoas em 37 culturas, há uma série de evidências de que essa exaltação seja criada por um coquetel de substâncias químicas cerebrais e deflagrada pelo condicionamento cultural. Os pesquisadores observaram que esse tipo de emoção não dura mais que dois anos e meio, quando a pessoa começa a voltar a um estado mental relaxado. Em meados da década de 60 a psicóloga americana Doroty Tennov já havia chegado à conclusão de que a duração média de uma paixão é de 18 meses a três anos. Suspeita-se que seu término também se deva à fisiologia cerebral; o cérebro não suportaria manter eternamente essa excitação.
Mesmo durando pouco, a paixão sempre foi sentida como uma doença da alma que, além de limitar a liberdade individual, pode levar ao assassinato ou ao suicídio. Mas a paixão está em via de extinção. As mentalidades estão mudando e a situação hoje é outra.
A filósofa francesa Elizabeth Badinter acredita que agora homens e mulheres sonham com outra coisa diferente dos dilaceramentos. Se as promessas de sofrimento devem vencer os prazeres, preferimos nos desligar. Além disso, a permissividade tirou da paixão seu motor mais poderoso: a proibição. "Ao admitir que o coração não está mais fora da lei, mas acima dela, pregou-se uma peça no desejo", diz ela.
Então, mesmo que ainda quiséssemos, não poderíamos mais. As condições da paixão não estão mais reunidas, tanto do ponto de vista social quanto psicológico.
Por Regina Navarro Lins
poema feminino é pra rir
*Que mulher nunca teve**
*Um sutiã meio furado, *
*Um primo meio tarado,*
*Ou um amigo meio viado?**
*Que mulher nunca tomou**
*Um fora de querer sumir, *
*Um porre de cair*
*Ou um lexotan para dormir?****
*Que mulher nunca sonhou**
*Com a sogra morta, estendida, *
*Em ser muito feliz na vida*
*Ou com uma lipo na barriga?**
*Que mulher nunca pensou**
*Em dar fim numa panela, *
*De chorar olhando pela janela*
*Por achar que a culpa era toda dela?**
*Que mulher nunca penou**
*Para ter a perna depilada, *
*Para aturar uma empregada *
*Ou para trabalhar menstruada?*
*Que mulher nunca comeu*
*Uma caixa de Bis, por ansiedade, Uma alface, no almoço, por vaidade *
*Ou, um canalha por saudade?**
*Que mulher nunca apertou**
*O pé no sapato para caber, *
*A barriga para emagrecer*
*Ou um ursinho para não enlouquecer?**
*Que mulher nunca jurou **
*Que não estava ao telefone, *
*Que não pensa em silicone*
*Que 'dele' não lembra nem o nome?**
*Só as mulheres para entenderem o significado deste poema! **
*Estamos em uma época em que: *
*'Homem dando sopa, **
*é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.' **
*'Pior do que nunca achar o homem certo **
*é viver pra sempre com o homem errado.'**
*'Mais vale um cara feio com você *do que dois lindos se beijando.'*
*'Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???' *
*'Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!! *
*Que te ouve melhor... *
*Que te vê melhor...*
*E ainda te come!!!*
*Um sutiã meio furado, *
*Um primo meio tarado,*
*Ou um amigo meio viado?**
*Que mulher nunca tomou**
*Um fora de querer sumir, *
*Um porre de cair*
*Ou um lexotan para dormir?****
*Que mulher nunca sonhou**
*Com a sogra morta, estendida, *
*Em ser muito feliz na vida*
*Ou com uma lipo na barriga?**
*Que mulher nunca pensou**
*Em dar fim numa panela, *
*De chorar olhando pela janela*
*Por achar que a culpa era toda dela?**
*Que mulher nunca penou**
*Para ter a perna depilada, *
*Para aturar uma empregada *
*Ou para trabalhar menstruada?*
*Que mulher nunca comeu*
*Uma caixa de Bis, por ansiedade, Uma alface, no almoço, por vaidade *
*Ou, um canalha por saudade?**
*Que mulher nunca apertou**
*O pé no sapato para caber, *
*A barriga para emagrecer*
*Ou um ursinho para não enlouquecer?**
*Que mulher nunca jurou **
*Que não estava ao telefone, *
*Que não pensa em silicone*
*Que 'dele' não lembra nem o nome?**
*Só as mulheres para entenderem o significado deste poema! **
*Estamos em uma época em que: *
*'Homem dando sopa, **
*é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.' **
*'Pior do que nunca achar o homem certo **
*é viver pra sempre com o homem errado.'**
*'Mais vale um cara feio com você *do que dois lindos se beijando.'*
*'Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???' *
*'Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!! *
*Que te ouve melhor... *
*Que te vê melhor...*
*E ainda te come!!!*
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Contrastes
A vida é feita de contrastes,
tipo imagem no espelho
onde vemos tudo ao contrário:
quem mais amamos não nos ama,
e quem nem imaginamos suspira por nós.
Sonhamos com um curso e fazemos outro,
queremos uma viagem e ela nunca acontece,
criamos quadros de felicidade,
que desmoronam sozinhos com a dura realidade,
e nos perguntamos sempre: por quê?
Nem sempre encontramos o mar que desejamos,
se queremos navegar, queremos o mar sereno,
se queremos surfar, rezamos pelas ondas altas,
e se vamos pescar, preferimos calmaria,
como agradar tanta gente e tantos sonhos?
Através dos contrastes, a vida vai ensinando,
que até o ódio é uma forma contrária de amar,
que a nossa tristeza é sempre passageira,
que à alegria sim, é a nossa companheira,
e que se um sonho é destruído,
outro deve ser colocado em seu lugar
Por tantos contrastes, podemos dizer:
"aprendemos com a dor a valorizar ainda mais,
as conquistas que a vida proporciona,
com fé, esperança e amor."
tipo imagem no espelho
onde vemos tudo ao contrário:
quem mais amamos não nos ama,
e quem nem imaginamos suspira por nós.
Sonhamos com um curso e fazemos outro,
queremos uma viagem e ela nunca acontece,
criamos quadros de felicidade,
que desmoronam sozinhos com a dura realidade,
e nos perguntamos sempre: por quê?
Nem sempre encontramos o mar que desejamos,
se queremos navegar, queremos o mar sereno,
se queremos surfar, rezamos pelas ondas altas,
e se vamos pescar, preferimos calmaria,
como agradar tanta gente e tantos sonhos?
Através dos contrastes, a vida vai ensinando,
que até o ódio é uma forma contrária de amar,
que a nossa tristeza é sempre passageira,
que à alegria sim, é a nossa companheira,
e que se um sonho é destruído,
outro deve ser colocado em seu lugar
Por tantos contrastes, podemos dizer:
"aprendemos com a dor a valorizar ainda mais,
as conquistas que a vida proporciona,
com fé, esperança e amor."
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Entrevista com José Ângelo Gaiarsa
O sofrimento humano tem três causas: a força superior da natureza, a fragilidade dos nossos corpos e a inadequação das normas que regulam nossas relações na família e na sociedade. Freud fez esta afirmação em um texto de 1930, mas ela continua fazendo sentido, apesar de todas as mudanças das mentalidades a que assistimos neste século. Em relação à natureza e ao nosso corpo pouco podemos fazer, mas no que diz respeito aos valores que, sem nenhum questionamento, transmitimos às novas gerações somos os únicos responsáveis pelos danos causados. Pouca gente discorda que a insatisfação é generalizada e que as pessoas poderiam ter uma vida mais prazerosa, com menos sofrimento. Entretanto, abandonar os padrões já conhecidos e experimentar novas formas de viver gera medo e insegurança. O desconhecido assusta fazendo com que apesar de toda a insatisfação, a maioria se agarre aos antigos modelos. E é por isso que José Ângelo Gaiarsa ,77 anos, médico psiquiatra, é chamado de louco pelos conservadores. Há 52 anos ele luta para que as pessoas possam viver melhor e com mais alegria. Tendo sido o primeiro aluno da turma durante todo o curso de medicina, é autor de 27 livros sobre relacionamentos humanos e de dezenas de trabalhos científicos publicados em revistas especializadas; participa há 25 anos de vários programas de TV, sendo que há cerca de sete tem um programa próprio na TV Bandeirantes. Foi introdutor de W. Reich no Brasil e também iniciador das técnicas corporais em psicoterapia, tendo coordenado centenas de cursos sobre essas técnicas. Casou cinco vezes. Teve quatro filhos do primeiro casamento - que durou 25 anos.
- Algumas pessoas te chamam de louco pelas coisas que você diz e escreve sobre a família. O que você pensa, afinal, a respeito dessa instituição considerada intocável?
- De todos os títulos que tenho, o que mais valorizo é esse: mais de meio século como psicoterapeuta ativo, com mais de 70 mil horas de escuta e observação atenta de milhares de pessoas. Dois terços dessas horas eram falas - melhor, queixas - contra a família, brigas entre pais e filhos, mães e filhos, marido e mulher, parentes e parentes... Sempre em tudo, a família como centro e a origem de sofrimentos sem conta, de mal-entendidos sem fim e sempre tida como perfeita.
- Mas por que existe tanta reação às suas idéias?
- As pessoas dizem que se a família desaparecer, desaparecerá a sociedade. Mas esquecem todos: desaparecerá, sim, a sociedade que conhecemos, eivada de guerras, miséria, desumanidades, injustiças... Será tanta perda assim? Ou será uma renovação radical e salvadora desde que a velha civilização - baseada na família e no autoritarismo - está beirando perigosamente a destruição da espécie , e quiçá levando de lambuja o planeta todo conosco? A esse fim chegamos, essencialmente formados e educados em família e pela família. Não é para começar a desconfiar de que alguma coisa está errada com a bendita?
- Em todos os seus livros você dá ênfase à atuação das mães e à responsabilidade delas na neurose coletiva da nossa sociedade. Recentemente você criou o partido das mães. Do que se trata?
- Durante muito tempo eu concordei com todos os psicólogos, dizendo que o problema da criança era a mãe, até que percebi que não são as mães individuais que estão erradas. É o modelo de mãe que está errado. Todas as doutrinas psicoterápicas afirmam que a neurose começa antes dos cinco anos, no lar, quase sempre por influência materna.
- Bom, e qual é a influência das mães ?
- Elas são o DNA da transmissão social. A função delas é pôr na cabeça das crianças todo o lixo da civilização, que nós criticamos de todos os lados, mas continuamos transmitindo. Então se não houver uma nova mãe não haverá um novo homem. Daí foi só dar um pulinho a mais e dizer: "As mães são o maior partido conservador do mundo!!!"
- Como é possível mudar isso?
- Onde é que se aprende a ser pai e mãe? Até para ser engraxate se faz curso, agora, para ser pai e mãe, não... Eu gostaria de acentuar a questão dos cinco primeiros anos, que eu reuni uns poucos dados de fisiologia muito interessantes. Aos três anos você já desenvolveu 90% do seu cérebro em peso. A circulação cerebral da criança é de três a quatro vezes mais intensa que a do adulto. No adulto o cérebro pesa 2% do corpo, na criança o cérebro pesa 20%, a criança é só cérebro, vamos dizer assim. Outro dado, todo bicho pequeno tem que aprender depressa senão ele é comido. Essa tese é biológica, 3/4 das presas do mundo são filhotes ou ovos, então, se o filhote não acorda depressa ele é comido.
- Por isso é que a gente se surpreende sempre com a rapidez que as crianças aprendem...
- A natureza deu para os filhotes uma fantástica capacidade de aprender muito e depressa. Uma criança aprende num dia o que um jovem aprende num semestre e um velho aprende em um ano. A mãe DNA da tradição social, com todos os venenos da nossa sociedade, passa tudo para a criança. E outra coisa: em família está autorizada a agressão, em família você trata as pessoas de um jeito que você não trata mais ninguém, ...mas em família pode...
- Existem mães que espancam a criança acreditando ter esse direito...
- Também o marido agride a mulher. Três milhões e quatrocentos mil casais americanos têm espancamento em família, eu ouvi por acaso este número e guardei, 3.400.000 !!!
- O que você acha do casamento?
- O casamento foi feito para impedir o desenvolvimento das pessoas. Criança desenvolve, adolescente desenvolve, e depois você fica maduro e aí não muda mais... Pais e mães não podem se desenvolver muito, sair de casa, procurar cursos, não podem. Em todas as civilizações conhecidas o adulto é tido como o ideal da educação, a criança tem que se tornar igual ao adulto, e aí ela está educada... Isso é um horror!!! Casamento não foi feito para amor nem pra felicidade, mas para garantir o patrimônio e a continuidade do patriarcalismo, porque criança não tem direito nenhum.
- Mas o casamento vai continuar existindo?
- A menos que ele se renove a cada novo amante. Esta é uma das alternativas que eu acho simpática.
- Qual seria um jeito do casamento ser uma coisa prazerosa para as duas pessoas ?
- Eu só achei duas soluções até hoje. Uma, na minha vida. Casei cinco vezes e diria que um casamento que dura de quatro a sete anos pode ser interessante, dependendo da pessoa, circunstâncias e tudo mais. A segunda: hoje o que eu consideraria ideal, eu diria que é poder ter duas, três, quatro mulheres, amigas, eventualmente coloridas, e elas também terem dois, três, quatro homens. Eu acho que era a solução. Mesmo os bons amigos você não tem vontade de ver sempre. Há certos dias em que você diz: "Ih! Se ele vier aqui hoje vai ser um saco". E quando se está casado é a mesma coisa.
- Em que medida o sistema patriarcal prejudicou homens e mulheres?
- A espécie humana é a única na qual os homens usurparam o poder. Em todas as espécies animais, é claro que a fêmea é o centro, não tem o que discutir. Acho que se o homem se pusesse a serviço da mulher e da criança, isto é que seria o certo, mas ele quer ser o bacana. Muito da nossa desgraça vem daí...
- De que forma?
- A doçura, a maciez, a ternura, sabe... O homem quando se machucava não podia choramingar, e à mulher que estava com as crianças e com os velhos na colheita era facilitado o intercâmbio afetivo e sensual com a criança. Depois ela começou a usar isso pra envolver o homem numa boa, mas desde lá o que se valoriza nele é a dureza, a impassibilidade e a crueldade.
- Vamos falar da repressão sexual que estamos vivendo hoje?
- Bom, a pedra de toque nesse assunto é: "a mãe não tem xoxota". Veja bem, fala-se em liberação sexual, mas mãe não tem xoxota... Você sabe, o casamento é a forma sexual mais precária que existe.
- Explique mais isso de "mãe não tem xoxota" ?
- Eu quero dizer que o garoto não sabe para que serve o pinto, simplesmente, e ele vive eternamente envergonhado de ter um pinto porque não pode brincar com o pinto diante da mamãe... Ter pinto é uma vergonha, é um pecado original. E em segundo lugar, ainda hoje a imensa maioria das mães se perturba se a criança mexe com o pintinho ou vem com uma pergunta. Umas mães mais, outras menos... Isso vira quase um autismo: sexo é para mim e comigo.
- Como essa repressão afeta os jovens?
- São dezenas, centenas de experiências maiores ou menores, algumas muito dramáticas. E a criança vai absorvendo isso. Aí acontece o drama: a maioria dos adolescentes se inicia no sexo meio na esquina, meio escondidinho, meio apertadinho, e nunca mais sai desse apertadinho até o fim da vida.
- Você considera estereotipado o sexo que se pratica hoje?
- Extremamente estereotipado. Qual é o resultado disso? 70% dos americanos ejaculam dois minutos ou menos depois da penetração. E segundo os especialistas, nós os ocidentais, temos todos ejaculação precoce. O Tantra, que é primoroso a esse respeito, mostra o que o ocidental perde de prazer! E sempre servindo ao patriarcalismo, porque o nosso prazer é tão precário que você não vai brigar demais por ele. Você perde a noção do que é prazer e felicidade. Se você tem prazer e conhece a felicidade você tem tesão geral. Se você vai matando este tesão primário da vida, você se torna parte de um rebanho, vai brigar para quê ?
- As pessoas poderiam viver um sexo muito melhor?
- Claro. Tudo indica que o que se vive é um sexo de baixíssima qualidade em relação ao sexo altamente cultivado e desenvolvido, refletido, meditado, e até consagrado pelas civilizações do matriarcado. De certa forma o Tantra tem altos níveis de espiritualidade no sexo.
- Em um dos seus livros você fala que os orgasmos são qualitativamente diferentes, que não existem dois orgasmos iguais. O que marca a diferença?
- O orgasmo é tanto melhor quanto mais amplo for o contexto pessoal e tátil. A carícia é uma coisa basicamente esquecida pelas pessoas. O que existe de carícia no mundo é muito pouco e estereotipado e, no entanto, nosso corpo é o maior playground do universo. Nossa pele tem mais de 600 mil pontos sensíveis, nós somos uma criação contínua do movimento, somos movidos por trezentos mil neurônios motores medulares. Somos criação contínua neurológicamente e se você combinar nossa capacidade de movimento com a nossa sensibilidade de pele, você pode ficar a eternidade acariciando alguém sem repetir nunca a mesma sensação.
- O que você acha da masturbação?
- Eu acho que a masturbação é o modo de satisfação sexual mais freqüente de todos. Juntando a sensibilidade dos genitais com a habilidade infinita das mãos, você tem um tantra masturbatório, você pode ficar se agradando horas sem repetir as sensações.
- Por que tem gente que tem mais prazer na masturbação?
- Por que a pessoa tem o controle do prazer e sabe onde vai, onde vem, como acontece, como pára, como avança. Com o outro precisaria de uma intimidade de altíssimo nível pra você chegar a alguma coisa parecida. Embora eu não confronte as duas coisas, não há o que comparar entre um momento masturbatório e um momento de relação sexual, são dois universos pra mim.
- Você acha que a energia orgástica vai fluir pelo corpo, mesmo se o orgasmo vier através da masturbação ?
- Vai, mas eu quero introduzir o corpo inteiro na masturbação, não só mão e genitais. Tanto numa relação masturbatória quanto na relação com o outro, é essencial a variação do gesto, porque é a variação do gesto que cria a variação do afeto. Sem o gesto adequado você não passa o sentimento adequado. Acho muito profunda essa tese, que é uma alta elaboração de Reich.
- Os movimentos tem que acompanhar as sensações...
- E abrem canais para a comunicação emocional que também não tem limite. Eu posso ter sensações e emoções a minha vida inteira criativamente, nunca repetindo. Iluminação amorosa, eu acho que seria isso, felicidade amorosa.
- O prazer parece ameaçar o trabalho. A repressão sexual não estaria a serviço de um sistema econômico?
- Você sabe a história do sexo e do prazer? Implantaram num ratinho uma agulha no centro do prazer, e puseram ele numa jaula, onde apertando um botão ele se excitava. Ele não saiu mais do botão, se excitou duas mil vezes em uma hora. Podiam deixá-lo com fome e colocá-lo numa jaula com comida e o botão, que ele ia direto no botão. É um dos achados que o Arthur Clark disse que era mais importante que a bomba atômica, a descoberta dos centros de prazer. Hoje em dia é uma coisa aceita, já foi comprovada, todos os animais superiores têm, nós temos.
- Então deveríamos dedicar muito mais tempo para o prazer...
- Nós só chegaremos aí no dia em que confiarmos todos os trabalhos automáticos e mecânicos para as máquinas. Alcançaríamos o paraíso na Terra (risos). Todas as atividades repetitivas a máquina faz melhor do que nós, todo o tédio passaria para as máquinas. Eu acho que o prazer máximo é criação contínua, pode ser erótico, pode ser amistoso, pode ser intelectual, pode ser alimentar.
- Por que a maioria dos homens ainda tenta corresponder ao ideal masculino de força, sucesso, poder, que é inatingível e causa sofrimento?
- É a mesma história do casamento, se o homem pensasse bem nas desvantagens do machismo ele desistia de ser macho.
- Você concorda que o homem tem que romper com a mãe muito cedo para não ser chamado de maricas ou filhinho da mamãe?
- Na verdade, em todas as sociedades patriarcais existe o momento da ruptura da ligação com a mãe, que é o ritual de iniciação. "Agora, esqueça da mamãe, venha para o bando dos homens". " Homem precisa de coragem, de crueldade, esquece a mulher-mãe". Mas olha, eu queria sublinhar que é muito mais necessidade de contato do que de sexo, porque enquanto você é pequenino a mamãe quase sempre brinca um pouco com o neném. Segundo Freud o período de latência é dos 5 aos 10 anos e é aí que você começa a afastar a criança: "Cuidado, não mexe muito na menina, ela já tem 5 anos", "Olha o menino....", e eles começam a ficar sem graça, perdem o jeito.
- O que você acha da teoria psicanalítica do Complexo de Édipo, em que o menino, entre os três e os cinco anos, deseja sexualmente a mãe?
- Eu acho que o desejo não é transar com a mãe, é estar no colo da mamãe, acolhido em coisa viva, quente, morna, gostosa. Mas isso não pode, ai dele se romper a aliança com o bando masculino. Mal pode fraquejar, mal pode amar a mulher, pode transar mas não pode amar, é bem assim, nada de envolvimento. Sabe por quê? Nada dissolve mais a couraça do que carícias bem feitas.
- Algumas pessoas te chamam de louco pelas coisas que você diz e escreve sobre a família. O que você pensa, afinal, a respeito dessa instituição considerada intocável?
- De todos os títulos que tenho, o que mais valorizo é esse: mais de meio século como psicoterapeuta ativo, com mais de 70 mil horas de escuta e observação atenta de milhares de pessoas. Dois terços dessas horas eram falas - melhor, queixas - contra a família, brigas entre pais e filhos, mães e filhos, marido e mulher, parentes e parentes... Sempre em tudo, a família como centro e a origem de sofrimentos sem conta, de mal-entendidos sem fim e sempre tida como perfeita.
- Mas por que existe tanta reação às suas idéias?
- As pessoas dizem que se a família desaparecer, desaparecerá a sociedade. Mas esquecem todos: desaparecerá, sim, a sociedade que conhecemos, eivada de guerras, miséria, desumanidades, injustiças... Será tanta perda assim? Ou será uma renovação radical e salvadora desde que a velha civilização - baseada na família e no autoritarismo - está beirando perigosamente a destruição da espécie , e quiçá levando de lambuja o planeta todo conosco? A esse fim chegamos, essencialmente formados e educados em família e pela família. Não é para começar a desconfiar de que alguma coisa está errada com a bendita?
- Em todos os seus livros você dá ênfase à atuação das mães e à responsabilidade delas na neurose coletiva da nossa sociedade. Recentemente você criou o partido das mães. Do que se trata?
- Durante muito tempo eu concordei com todos os psicólogos, dizendo que o problema da criança era a mãe, até que percebi que não são as mães individuais que estão erradas. É o modelo de mãe que está errado. Todas as doutrinas psicoterápicas afirmam que a neurose começa antes dos cinco anos, no lar, quase sempre por influência materna.
- Bom, e qual é a influência das mães ?
- Elas são o DNA da transmissão social. A função delas é pôr na cabeça das crianças todo o lixo da civilização, que nós criticamos de todos os lados, mas continuamos transmitindo. Então se não houver uma nova mãe não haverá um novo homem. Daí foi só dar um pulinho a mais e dizer: "As mães são o maior partido conservador do mundo!!!"
- Como é possível mudar isso?
- Onde é que se aprende a ser pai e mãe? Até para ser engraxate se faz curso, agora, para ser pai e mãe, não... Eu gostaria de acentuar a questão dos cinco primeiros anos, que eu reuni uns poucos dados de fisiologia muito interessantes. Aos três anos você já desenvolveu 90% do seu cérebro em peso. A circulação cerebral da criança é de três a quatro vezes mais intensa que a do adulto. No adulto o cérebro pesa 2% do corpo, na criança o cérebro pesa 20%, a criança é só cérebro, vamos dizer assim. Outro dado, todo bicho pequeno tem que aprender depressa senão ele é comido. Essa tese é biológica, 3/4 das presas do mundo são filhotes ou ovos, então, se o filhote não acorda depressa ele é comido.
- Por isso é que a gente se surpreende sempre com a rapidez que as crianças aprendem...
- A natureza deu para os filhotes uma fantástica capacidade de aprender muito e depressa. Uma criança aprende num dia o que um jovem aprende num semestre e um velho aprende em um ano. A mãe DNA da tradição social, com todos os venenos da nossa sociedade, passa tudo para a criança. E outra coisa: em família está autorizada a agressão, em família você trata as pessoas de um jeito que você não trata mais ninguém, ...mas em família pode...
- Existem mães que espancam a criança acreditando ter esse direito...
- Também o marido agride a mulher. Três milhões e quatrocentos mil casais americanos têm espancamento em família, eu ouvi por acaso este número e guardei, 3.400.000 !!!
- O que você acha do casamento?
- O casamento foi feito para impedir o desenvolvimento das pessoas. Criança desenvolve, adolescente desenvolve, e depois você fica maduro e aí não muda mais... Pais e mães não podem se desenvolver muito, sair de casa, procurar cursos, não podem. Em todas as civilizações conhecidas o adulto é tido como o ideal da educação, a criança tem que se tornar igual ao adulto, e aí ela está educada... Isso é um horror!!! Casamento não foi feito para amor nem pra felicidade, mas para garantir o patrimônio e a continuidade do patriarcalismo, porque criança não tem direito nenhum.
- Mas o casamento vai continuar existindo?
- A menos que ele se renove a cada novo amante. Esta é uma das alternativas que eu acho simpática.
- Qual seria um jeito do casamento ser uma coisa prazerosa para as duas pessoas ?
- Eu só achei duas soluções até hoje. Uma, na minha vida. Casei cinco vezes e diria que um casamento que dura de quatro a sete anos pode ser interessante, dependendo da pessoa, circunstâncias e tudo mais. A segunda: hoje o que eu consideraria ideal, eu diria que é poder ter duas, três, quatro mulheres, amigas, eventualmente coloridas, e elas também terem dois, três, quatro homens. Eu acho que era a solução. Mesmo os bons amigos você não tem vontade de ver sempre. Há certos dias em que você diz: "Ih! Se ele vier aqui hoje vai ser um saco". E quando se está casado é a mesma coisa.
- Em que medida o sistema patriarcal prejudicou homens e mulheres?
- A espécie humana é a única na qual os homens usurparam o poder. Em todas as espécies animais, é claro que a fêmea é o centro, não tem o que discutir. Acho que se o homem se pusesse a serviço da mulher e da criança, isto é que seria o certo, mas ele quer ser o bacana. Muito da nossa desgraça vem daí...
- De que forma?
- A doçura, a maciez, a ternura, sabe... O homem quando se machucava não podia choramingar, e à mulher que estava com as crianças e com os velhos na colheita era facilitado o intercâmbio afetivo e sensual com a criança. Depois ela começou a usar isso pra envolver o homem numa boa, mas desde lá o que se valoriza nele é a dureza, a impassibilidade e a crueldade.
- Vamos falar da repressão sexual que estamos vivendo hoje?
- Bom, a pedra de toque nesse assunto é: "a mãe não tem xoxota". Veja bem, fala-se em liberação sexual, mas mãe não tem xoxota... Você sabe, o casamento é a forma sexual mais precária que existe.
- Explique mais isso de "mãe não tem xoxota" ?
- Eu quero dizer que o garoto não sabe para que serve o pinto, simplesmente, e ele vive eternamente envergonhado de ter um pinto porque não pode brincar com o pinto diante da mamãe... Ter pinto é uma vergonha, é um pecado original. E em segundo lugar, ainda hoje a imensa maioria das mães se perturba se a criança mexe com o pintinho ou vem com uma pergunta. Umas mães mais, outras menos... Isso vira quase um autismo: sexo é para mim e comigo.
- Como essa repressão afeta os jovens?
- São dezenas, centenas de experiências maiores ou menores, algumas muito dramáticas. E a criança vai absorvendo isso. Aí acontece o drama: a maioria dos adolescentes se inicia no sexo meio na esquina, meio escondidinho, meio apertadinho, e nunca mais sai desse apertadinho até o fim da vida.
- Você considera estereotipado o sexo que se pratica hoje?
- Extremamente estereotipado. Qual é o resultado disso? 70% dos americanos ejaculam dois minutos ou menos depois da penetração. E segundo os especialistas, nós os ocidentais, temos todos ejaculação precoce. O Tantra, que é primoroso a esse respeito, mostra o que o ocidental perde de prazer! E sempre servindo ao patriarcalismo, porque o nosso prazer é tão precário que você não vai brigar demais por ele. Você perde a noção do que é prazer e felicidade. Se você tem prazer e conhece a felicidade você tem tesão geral. Se você vai matando este tesão primário da vida, você se torna parte de um rebanho, vai brigar para quê ?
- As pessoas poderiam viver um sexo muito melhor?
- Claro. Tudo indica que o que se vive é um sexo de baixíssima qualidade em relação ao sexo altamente cultivado e desenvolvido, refletido, meditado, e até consagrado pelas civilizações do matriarcado. De certa forma o Tantra tem altos níveis de espiritualidade no sexo.
- Em um dos seus livros você fala que os orgasmos são qualitativamente diferentes, que não existem dois orgasmos iguais. O que marca a diferença?
- O orgasmo é tanto melhor quanto mais amplo for o contexto pessoal e tátil. A carícia é uma coisa basicamente esquecida pelas pessoas. O que existe de carícia no mundo é muito pouco e estereotipado e, no entanto, nosso corpo é o maior playground do universo. Nossa pele tem mais de 600 mil pontos sensíveis, nós somos uma criação contínua do movimento, somos movidos por trezentos mil neurônios motores medulares. Somos criação contínua neurológicamente e se você combinar nossa capacidade de movimento com a nossa sensibilidade de pele, você pode ficar a eternidade acariciando alguém sem repetir nunca a mesma sensação.
- O que você acha da masturbação?
- Eu acho que a masturbação é o modo de satisfação sexual mais freqüente de todos. Juntando a sensibilidade dos genitais com a habilidade infinita das mãos, você tem um tantra masturbatório, você pode ficar se agradando horas sem repetir as sensações.
- Por que tem gente que tem mais prazer na masturbação?
- Por que a pessoa tem o controle do prazer e sabe onde vai, onde vem, como acontece, como pára, como avança. Com o outro precisaria de uma intimidade de altíssimo nível pra você chegar a alguma coisa parecida. Embora eu não confronte as duas coisas, não há o que comparar entre um momento masturbatório e um momento de relação sexual, são dois universos pra mim.
- Você acha que a energia orgástica vai fluir pelo corpo, mesmo se o orgasmo vier através da masturbação ?
- Vai, mas eu quero introduzir o corpo inteiro na masturbação, não só mão e genitais. Tanto numa relação masturbatória quanto na relação com o outro, é essencial a variação do gesto, porque é a variação do gesto que cria a variação do afeto. Sem o gesto adequado você não passa o sentimento adequado. Acho muito profunda essa tese, que é uma alta elaboração de Reich.
- Os movimentos tem que acompanhar as sensações...
- E abrem canais para a comunicação emocional que também não tem limite. Eu posso ter sensações e emoções a minha vida inteira criativamente, nunca repetindo. Iluminação amorosa, eu acho que seria isso, felicidade amorosa.
- O prazer parece ameaçar o trabalho. A repressão sexual não estaria a serviço de um sistema econômico?
- Você sabe a história do sexo e do prazer? Implantaram num ratinho uma agulha no centro do prazer, e puseram ele numa jaula, onde apertando um botão ele se excitava. Ele não saiu mais do botão, se excitou duas mil vezes em uma hora. Podiam deixá-lo com fome e colocá-lo numa jaula com comida e o botão, que ele ia direto no botão. É um dos achados que o Arthur Clark disse que era mais importante que a bomba atômica, a descoberta dos centros de prazer. Hoje em dia é uma coisa aceita, já foi comprovada, todos os animais superiores têm, nós temos.
- Então deveríamos dedicar muito mais tempo para o prazer...
- Nós só chegaremos aí no dia em que confiarmos todos os trabalhos automáticos e mecânicos para as máquinas. Alcançaríamos o paraíso na Terra (risos). Todas as atividades repetitivas a máquina faz melhor do que nós, todo o tédio passaria para as máquinas. Eu acho que o prazer máximo é criação contínua, pode ser erótico, pode ser amistoso, pode ser intelectual, pode ser alimentar.
- Por que a maioria dos homens ainda tenta corresponder ao ideal masculino de força, sucesso, poder, que é inatingível e causa sofrimento?
- É a mesma história do casamento, se o homem pensasse bem nas desvantagens do machismo ele desistia de ser macho.
- Você concorda que o homem tem que romper com a mãe muito cedo para não ser chamado de maricas ou filhinho da mamãe?
- Na verdade, em todas as sociedades patriarcais existe o momento da ruptura da ligação com a mãe, que é o ritual de iniciação. "Agora, esqueça da mamãe, venha para o bando dos homens". " Homem precisa de coragem, de crueldade, esquece a mulher-mãe". Mas olha, eu queria sublinhar que é muito mais necessidade de contato do que de sexo, porque enquanto você é pequenino a mamãe quase sempre brinca um pouco com o neném. Segundo Freud o período de latência é dos 5 aos 10 anos e é aí que você começa a afastar a criança: "Cuidado, não mexe muito na menina, ela já tem 5 anos", "Olha o menino....", e eles começam a ficar sem graça, perdem o jeito.
- O que você acha da teoria psicanalítica do Complexo de Édipo, em que o menino, entre os três e os cinco anos, deseja sexualmente a mãe?
- Eu acho que o desejo não é transar com a mãe, é estar no colo da mamãe, acolhido em coisa viva, quente, morna, gostosa. Mas isso não pode, ai dele se romper a aliança com o bando masculino. Mal pode fraquejar, mal pode amar a mulher, pode transar mas não pode amar, é bem assim, nada de envolvimento. Sabe por quê? Nada dissolve mais a couraça do que carícias bem feitas.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Inveja no amor
Os opostos se atraem. Essa lei da física também pode ser aplicada ao relacionamento humano? É possível, as pessoas se encantam por outras que possuem características de personalidade que elas não têm e gostariam de ter. A minha dúvida é se numa relação entre pessoas tão diferentes há espaço para trocas verdadeiramente satisfatórias, ou seja, se é viável uma vida a dois estimulante. Quando um homem muito tímido e inseguro se casa com uma mulher extrovertida, falante, cheia de amigos, o que pode acontecer à vida deles? À primeira vista só coisas boas, claro. Ela possui o que falta a ele e, portanto, pode ajudá-lo a ser mais comunicativo, se soltar mais, conhecer mais pessoas.
Pense bem, um complementa o outro. Esse encaixe parece ser a solução perfeita. Além do tímido e da extrovertida, conhecemos também o decidido e a indecisa, o animado e a deprimida, o alienado e a sabe-tudo, a corajosa e o medroso, entre outros. Sem contar que existem várias outras diferenças sutis, difíceis de ser percebidas. Mas na maioria dos casos essa situação é bem mais complicada do que parece, e surgem problemas. O primeiro deles é a acomodação. Ela impede o crescimento pessoal; o indeciso acaba deixando o outro resolver todas as questões que necessitem de decisão, não se empenhando para modificar o que não gosta em si próprio.
Entretanto, há no amor entre duas pessoas muito diferentes um inconveniente mais sério e bastante comum: a inveja. Há quem diga até que a inveja nasce imediata e espontaneamente da admiração. Será que quando admiramos e nos encantamos tanto por alguém oposto a nós, estamos realmente satisfeitos com o que somos? O invejoso admira o invejado, desejaria estar em seu lugar, ser como ele é e não consegue. O pior é quando o invejoso, não suportando a sua própria inveja, passa a depreciar no outro, justamente os aspectos que gostaria de possuir. Ou então, o que também ocorre com freqüência, sutilmente sabota as realizações do parceiro, numa tentativa desesperada de diminuir seu sentimento de inferioridade.
Na fase do encantamento apaixonado a inveja não se manifesta, por mais diferentes que sejam as pessoas. O que elas vivenciam é a ilusão da fusão romântica, em que os dois se transformam num só. Nesse momento não se deseja nada do outro além do seu amor. Contudo, todos sabemos que esse período inicial de paixão não resiste à convivência cotidiana. Portanto, quando a inveja surge é um sinal de que o encantamento chegou ao fim.
Por Regina Navarro Lins
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Pense bem, um complementa o outro. Esse encaixe parece ser a solução perfeita. Além do tímido e da extrovertida, conhecemos também o decidido e a indecisa, o animado e a deprimida, o alienado e a sabe-tudo, a corajosa e o medroso, entre outros. Sem contar que existem várias outras diferenças sutis, difíceis de ser percebidas. Mas na maioria dos casos essa situação é bem mais complicada do que parece, e surgem problemas. O primeiro deles é a acomodação. Ela impede o crescimento pessoal; o indeciso acaba deixando o outro resolver todas as questões que necessitem de decisão, não se empenhando para modificar o que não gosta em si próprio.
Entretanto, há no amor entre duas pessoas muito diferentes um inconveniente mais sério e bastante comum: a inveja. Há quem diga até que a inveja nasce imediata e espontaneamente da admiração. Será que quando admiramos e nos encantamos tanto por alguém oposto a nós, estamos realmente satisfeitos com o que somos? O invejoso admira o invejado, desejaria estar em seu lugar, ser como ele é e não consegue. O pior é quando o invejoso, não suportando a sua própria inveja, passa a depreciar no outro, justamente os aspectos que gostaria de possuir. Ou então, o que também ocorre com freqüência, sutilmente sabota as realizações do parceiro, numa tentativa desesperada de diminuir seu sentimento de inferioridade.
Na fase do encantamento apaixonado a inveja não se manifesta, por mais diferentes que sejam as pessoas. O que elas vivenciam é a ilusão da fusão romântica, em que os dois se transformam num só. Nesse momento não se deseja nada do outro além do seu amor. Contudo, todos sabemos que esse período inicial de paixão não resiste à convivência cotidiana. Portanto, quando a inveja surge é um sinal de que o encantamento chegou ao fim.
Por Regina Navarro Lins
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Misturar amizade e Sexo
Acredita-se que quem mistura amizade com sexo perde o amigo e o amante. É uma idéia muito difundida, que tem como origem a associação que se faz entre amor romântico e sexo. Há quem defenda a idéia de que para haver sexo é necessário se estar vivendo um romance com tudo o que ele inclui: ciúme, possessividade, pavor que o outro se interesse por alguém, medo de ser trocado. Essa crença de que amor e sexo têm que estar sempre juntos atinge principalmente a mulher. O homem não foi educado para ter que juntar as duas coisas. Muitas mulheres defendem que é da natureza feminina só desejar sexo quando existe amor, em mais uma manifestação de apoio à limitação da sexualidade da mulher.
Na realidade, amor e sexo são impulsos totalmente independentes, e é possível se experimentar prazer sexual pleno totalmente desvinculado das aspirações românticas. Entretanto, ninguém pode esquecer que existe muito amor nas relações de amizade verdadeira. Não a mentira do amor romântico, mas aquele amor em que os amigos participam da vida uns dos outros, discutem seus problemas, suas questões existenciais, são solidários e são até mais importantes do que uma relação amorosa tradicional. Entretanto, nem sempre se tem desejo sexual por um amigo. Como em todo amor, pode haver desejo ou não. Mas se houver? Qual o problema?
A amizade corre sérios riscos se um do dois criar uma expectativa de relação com o outro diferente da amizade que sempre houve. Só porque transaram, a pessoa se acha com o direito de controlar a vida do amigo, ser ciumenta, cobrar coisas. Nenhuma relação resiste a isso, ainda mais a de amizade, que se caracteriza justamente pela ausência de obrigações. O que ocorre é que muita gente pensa que é livre, que não está mais presa aos modelos que exigem um comportamento igual para todo mundo, mas de repente se descobre insegura, desejando uma relação tradicional. Não sabendo bem como explicar seus sentimentos, sai por aí dizendo que amizade e sexo não podem se misturar.
Por Regina Navarro Lins
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Na realidade, amor e sexo são impulsos totalmente independentes, e é possível se experimentar prazer sexual pleno totalmente desvinculado das aspirações românticas. Entretanto, ninguém pode esquecer que existe muito amor nas relações de amizade verdadeira. Não a mentira do amor romântico, mas aquele amor em que os amigos participam da vida uns dos outros, discutem seus problemas, suas questões existenciais, são solidários e são até mais importantes do que uma relação amorosa tradicional. Entretanto, nem sempre se tem desejo sexual por um amigo. Como em todo amor, pode haver desejo ou não. Mas se houver? Qual o problema?
A amizade corre sérios riscos se um do dois criar uma expectativa de relação com o outro diferente da amizade que sempre houve. Só porque transaram, a pessoa se acha com o direito de controlar a vida do amigo, ser ciumenta, cobrar coisas. Nenhuma relação resiste a isso, ainda mais a de amizade, que se caracteriza justamente pela ausência de obrigações. O que ocorre é que muita gente pensa que é livre, que não está mais presa aos modelos que exigem um comportamento igual para todo mundo, mas de repente se descobre insegura, desejando uma relação tradicional. Não sabendo bem como explicar seus sentimentos, sai por aí dizendo que amizade e sexo não podem se misturar.
Por Regina Navarro Lins
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Prostituta não finge
Sendo as prostitutas as guardiãs da moral sexual da sociedade, o seu verdadeiro crime é revelar a hipocrisia dessa dupla moral. No dicionário encontramos a seguinte definição: "mulher que pratica o ato sexual por dinheiro".
Então, quantas mulheres casadas, respeitadas e valorizadas socialmente se prostituem com seus próprios maridos? Quantas moças são educadas para só se casar com homens que lhes possam dar conforto e dinheiro? Quantas mulheres solteiras só aceitam ir para um motel com um homem se antes ele pagar o jantar num restaurante caro? É impossível calcular, mas nada disso é falado.
Tudo se passa por baixo do pano para que a respeitabilidade dessas pessoas seja preservada. A prostituta é desprezada, mas a única diferença é que seu jogo é claro. Ela não se preocupa em fingir. Concordo com Simone de Beauvoir quando diz que entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento a única diferença consiste no preço e na duração do contrato.
Texto retirado do livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins, Editora Rocco, 1977, pg 221.
Então, quantas mulheres casadas, respeitadas e valorizadas socialmente se prostituem com seus próprios maridos? Quantas moças são educadas para só se casar com homens que lhes possam dar conforto e dinheiro? Quantas mulheres solteiras só aceitam ir para um motel com um homem se antes ele pagar o jantar num restaurante caro? É impossível calcular, mas nada disso é falado.
Tudo se passa por baixo do pano para que a respeitabilidade dessas pessoas seja preservada. A prostituta é desprezada, mas a única diferença é que seu jogo é claro. Ela não se preocupa em fingir. Concordo com Simone de Beauvoir quando diz que entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento a única diferença consiste no preço e na duração do contrato.
Texto retirado do livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins, Editora Rocco, 1977, pg 221.
Sexo no Casamento
No casamento ou em qualquer relação estável, observa-se o conflito entre a diminuição do desejo sexual e o aumento da ternura e companheirismo entre os parceiros. Não é raro encontrarmos casais que, apesar de viverem juntos, têm na ausência total do desejo sexual a tônica da relação. E por mais que se esforcem, não adianta: a atração sexual não pode ser imposta. Assim, na maioria das relações estáveis, o sexo acaba se tornando um hábito ou um dever.
A relação amorosa e sexual com a mesma pessoa por um tempo prolongado leva à falta de estímulo e interesse. Tudo fica repetitivo e sem graça. O desejo sexual está ligado a magia, encantamento, descoberta nossa e do outro. Numa relação estável isso não ocorre. Busca-se muito mais segurança que prazer. As pessoas se conformam com a falta de emoção e tentam nem pensar no assunto. Convencem-se de que não é tão importante assim. W. Reich apresenta várias pesquisas feitas na primeira metade deste século e afirma que a duração média de uma ligação de base sexual é de quatro anos, levando-o a perguntar: “Como é que a reforma sexual dos conservadores pretende pôr término a este estado de coisas?”
A conjugalidade é regida por leis e regras que limitam não só o sexo, mas a própria vida. Há inúmeras cobranças como tarefas, comportamentos, horários. Um se mete nas questões do outro com palpites, exigências e críticas. O sexo é o que temos de biológico mais ligado ao emocional e com certeza é afetado. Na rotina, o tesão sai de cena. Mesmo assim, a maioria opta por manter a relação: “É isso mesmo, tesão de verdade a gente só tem no começo”, dizem, num tom conformista.
Por Regina Navarro Lins
A relação amorosa e sexual com a mesma pessoa por um tempo prolongado leva à falta de estímulo e interesse. Tudo fica repetitivo e sem graça. O desejo sexual está ligado a magia, encantamento, descoberta nossa e do outro. Numa relação estável isso não ocorre. Busca-se muito mais segurança que prazer. As pessoas se conformam com a falta de emoção e tentam nem pensar no assunto. Convencem-se de que não é tão importante assim. W. Reich apresenta várias pesquisas feitas na primeira metade deste século e afirma que a duração média de uma ligação de base sexual é de quatro anos, levando-o a perguntar: “Como é que a reforma sexual dos conservadores pretende pôr término a este estado de coisas?”
A conjugalidade é regida por leis e regras que limitam não só o sexo, mas a própria vida. Há inúmeras cobranças como tarefas, comportamentos, horários. Um se mete nas questões do outro com palpites, exigências e críticas. O sexo é o que temos de biológico mais ligado ao emocional e com certeza é afetado. Na rotina, o tesão sai de cena. Mesmo assim, a maioria opta por manter a relação: “É isso mesmo, tesão de verdade a gente só tem no começo”, dizem, num tom conformista.
Por Regina Navarro Lins
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Nunca se sabe onde está uma despedida
Nunca se sabe onde está uma despedida. Até no afã do até logo pode esconder-se um nunca mais. Na frase infeliz, na simples conversa, algo pode estar morrendo, do amor ou da amizade.
Há despedidas que não são patentes. Não se lhes percebe o estalo do afastamento, que pode estar no instante de mau humor, na resposta infeliz, na alegria que não se repete ou na palavra que deixamos de dar e receber. Às vezes, está na palavra que dizemos.
Nem sempre as pessoas se separam: esgarçam-se às vezes. Viver esgarça. É algo que se afasta sem romper completamente. Também no que esgarça pode haver despedida pois, embora não haja perda de matéria, nunca mais será como antes.
Despedir-se é sutil, nem sempre aparece. Seres em mutação, vivemos a mudar sem saber. Na mudança, transforma-se em recordação o que antes era união e vontade, amizade ou convivência. Tudo faz-se retrato, álbum, caderno, poema, carta, saudade ou memória. A despedida não é por querer: acontece a despeito. Um simples "até já" pode conter inimagináveis nuncas. Ou sempres.
Maravilhosa e cruel a vida! Tudo pode acontecer. As ligações, salvo poucas, fazem-se precárias e falíveis. Nosso destino é preso a acontecimentos semicontroláveis. Ou impulsos, cansaços, e as discordâncias, são imprevisíveis. E geram despedidas antes insuperáveis.
Ninguém sabe de quem se afastará. Nem quais as amizades e amores de toda a vida, nada obstante existam. Raros captam a dor que estala em cada hipótese de despedida. Separar-se contém sempre a hipótese da despedida. Por isso, uma dor sempre se infiltra em cada afastamento. Algo se assusta, escondido em tudo o que se separa. Ainda que para ir ali pertinho e logo voltar.
Quem viaja ameaça a despedida. "Partir é morrer um pouco". Dizem os franceses, e com razão. Ainda que para encontrar-se depois, quem parte arrisca despedidas. Por isso, a emoção subjacente percorre-lhe o mistério e a "região das certezas absolutas".
As grandes despedidas dão-se - contudo - sem que o percebamos. As que sabemos e sofremos não são despedidas completas, pois a saudade e a memória hão de trazer de volta o sentimento genuíno que agora causa dor. As grandes despedidas infiltram-se no cotidiano e nos atos corriqueiros de cada dia sem ser percebidas. Muitos anos depois, vamos verificar que disfarçado em dia-a-dia ali estavam e estalavam saudades antecipadas, vários nuncas dos quais jamais suspeitamos. Nunca se sabe onde está uma despedida.
A não ser muito depois.
(Arthur da Távola)
Há despedidas que não são patentes. Não se lhes percebe o estalo do afastamento, que pode estar no instante de mau humor, na resposta infeliz, na alegria que não se repete ou na palavra que deixamos de dar e receber. Às vezes, está na palavra que dizemos.
Nem sempre as pessoas se separam: esgarçam-se às vezes. Viver esgarça. É algo que se afasta sem romper completamente. Também no que esgarça pode haver despedida pois, embora não haja perda de matéria, nunca mais será como antes.
Despedir-se é sutil, nem sempre aparece. Seres em mutação, vivemos a mudar sem saber. Na mudança, transforma-se em recordação o que antes era união e vontade, amizade ou convivência. Tudo faz-se retrato, álbum, caderno, poema, carta, saudade ou memória. A despedida não é por querer: acontece a despeito. Um simples "até já" pode conter inimagináveis nuncas. Ou sempres.
Maravilhosa e cruel a vida! Tudo pode acontecer. As ligações, salvo poucas, fazem-se precárias e falíveis. Nosso destino é preso a acontecimentos semicontroláveis. Ou impulsos, cansaços, e as discordâncias, são imprevisíveis. E geram despedidas antes insuperáveis.
Ninguém sabe de quem se afastará. Nem quais as amizades e amores de toda a vida, nada obstante existam. Raros captam a dor que estala em cada hipótese de despedida. Separar-se contém sempre a hipótese da despedida. Por isso, uma dor sempre se infiltra em cada afastamento. Algo se assusta, escondido em tudo o que se separa. Ainda que para ir ali pertinho e logo voltar.
Quem viaja ameaça a despedida. "Partir é morrer um pouco". Dizem os franceses, e com razão. Ainda que para encontrar-se depois, quem parte arrisca despedidas. Por isso, a emoção subjacente percorre-lhe o mistério e a "região das certezas absolutas".
As grandes despedidas dão-se - contudo - sem que o percebamos. As que sabemos e sofremos não são despedidas completas, pois a saudade e a memória hão de trazer de volta o sentimento genuíno que agora causa dor. As grandes despedidas infiltram-se no cotidiano e nos atos corriqueiros de cada dia sem ser percebidas. Muitos anos depois, vamos verificar que disfarçado em dia-a-dia ali estavam e estalavam saudades antecipadas, vários nuncas dos quais jamais suspeitamos. Nunca se sabe onde está uma despedida.
A não ser muito depois.
(Arthur da Távola)
domingo, 13 de setembro de 2009
É tarde demais
Ardnas Etiel
Para o passeio sob a lua cheia de mãos dadas pela praia
...é tarde demais
Para se perder no turbilionamento das emoções sentidas por ti
...é tarde demais
Para o beijo de boa-noite na varanda
...é tarde demais
Para a dança das lágrimas em minha face
Simplesmente é tardemais...
Para o passeio sob a lua cheia de mãos dadas pela praia
...é tarde demais
Para se perder no turbilionamento das emoções sentidas por ti
...é tarde demais
Para o beijo de boa-noite na varanda
...é tarde demais
Para a dança das lágrimas em minha face
Simplesmente é tardemais...
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