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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sexo no Casamento

No casamento ou em qualquer relação estável, observa-se o conflito entre a diminuição do desejo sexual e o aumento da ternura e companheirismo entre os parceiros. Não é raro encontrarmos casais que, apesar de viverem juntos, têm na ausência total do desejo sexual a tônica da relação. E por mais que se esforcem, não adianta: a atração sexual não pode ser imposta. Assim, na maioria das relações estáveis, o sexo acaba se tornando um hábito ou um dever.

A relação amorosa e sexual com a mesma pessoa por um tempo prolongado leva à falta de estímulo e interesse. Tudo fica repetitivo e sem graça. O desejo sexual está ligado a magia, encantamento, descoberta nossa e do outro. Numa relação estável isso não ocorre. Busca-se muito mais segurança que prazer. As pessoas se conformam com a falta de emoção e tentam nem pensar no assunto. Convencem-se de que não é tão importante assim. W. Reich apresenta várias pesquisas feitas na primeira metade deste século e afirma que a duração média de uma ligação de base sexual é de quatro anos, levando-o a perguntar: “Como é que a reforma sexual dos conservadores pretende pôr término a este estado de coisas?”

A conjugalidade é regida por leis e regras que limitam não só o sexo, mas a própria vida. Há inúmeras cobranças como tarefas, comportamentos, horários. Um se mete nas questões do outro com palpites, exigências e críticas. O sexo é o que temos de biológico mais ligado ao emocional e com certeza é afetado. Na rotina, o tesão sai de cena. Mesmo assim, a maioria opta por manter a relação: “É isso mesmo, tesão de verdade a gente só tem no começo”, dizem, num tom conformista.

Por Regina Navarro Lins

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