quarta-feira, 27 de maio de 2009
Tipos de amor
Sobre os pressupostos antropológicos do Amor: 1- PORNÉIA: Os pressupostos materialista e somático indicam a primeira estação do amor, a infância, nesta grande Odisséia que é aprender a amar. O s gregos usavam uma palavra para este primeiro estágio, representado pelo bebê sugando o seio da mãe: Pornéia. O amor da criança é o amor físico da fome, da sede, dos reflexos primitivos, sendo a forma de amor que permite a criança buscar a mãe para ver saciados seus instintos básicos e mais primitivos de sobrevivência. De Pornéia deriva a palavra pornografia, que é o amor do bebê que precisa mamar, comer, sugar o outro. O normótico se reduz a esse tipo de amor porque reage de forma instintiva tentando sugar, consumir o outro, exaurir o outro para encontrar-se. Se nos limitarmos ao jardim da infância do amor, não haverá história para ser contada no futuro. 2- EROS: A segunda estação, o amor Eros, é o amor do adolescente; o amor, também, muito justo, regado ao encanto e a entrega imediata porque Eros simboliza o fogo ardente, a paixão avassaladora que não pensa no amanhã. É o amor no qual você busca a felicidade, você vai na direção do outro para ser feliz com ele. Se não é feliz "adolescentemente", culpa-se o outro pelos encantos desfeitos, culpa-se o outro porque não foi permitido parar para ver o outro no fogo de Eros; e isto está muito em voga. Para preencher vazios, reinicia a busca por alguém que se interponha na ausência de papai e de mamãe na vida afetiva. Portanto, o amor adolescente é também o amor do normótico. 3- PHILIA: Mas há um momento em que se compreende que ninguém pode nos dar felicidade. A felicidade é uma conseqüência natural de você ser quem é. Nem mais, nem menos. A felicidade é uma irradiação natural quando você é inteiro, verdadeiro, pleno, total. Vem, então, aquela estação e estado de Philia, o amor da troca, da parceria, quando você vai na direção do outro para aprender a ser humano com o outro, aprender a amar com o outro. Esse é o amor dos companheiros, é o amor da sinergia, é o amor da parceria. Philia é o máximo a que poderemos chegar na arte de amar, enquanto seres humanos. 4- ÁGAPE: A última estação do amor, aquela que transcende os planos, é o amor incondicional, supremo, o amor gratuito, o amor divino e transpessoal, o Ágape: o amor que é maior que o coração humano. E quando você ama em Ágape, você está trazendo para a humanidade o que está além da humanidade. Esta é a tarefa fundamental da existência: caminhar na direção da promessa que fizemos, e aprender a amar.
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