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quarta-feira, 3 de junho de 2009

O amor patológico

O Amor Patológico parece ser descendente direto do medo egoísta de ficar só, do medo de alguém mais merecedor conquistar a pessoa amada, medo de não ter seu valor reconhecido como gostaria, de não estar recebendo o amor que acha merecido, de vir a ser abandonado (Moss, 1995). Seria, portanto, muito mais um defeito do caráter de quem "acha" que ama demais, do que do sentimento amor.


O Amor Patológico é o comportamento repetitivo e sem controle de prestar cuidados e atenção (desmedidos ou não) ao objeto amado com a intenção de receber o seu afeto e evitar a perda. Para o diagnóstico, é importante que essa atitude "zelosa" excessiva seja mantida mesmo diante de evidências concretas de que está sendo prejudicial para alguém.



COMO IDENTIFICAR UM AMOR PATOLÓGICO?



As informações obtidas em consultórios e ambulatórios dizem que são pessoas:



1. Foram criados em lares desajustados e não tiveram suporte emocional satisfeito;



2. Não receberam atenção afetiva necessária, e tentam suprir essa necessidade tornando-se super-atenciosos, especialmente com pessoas aparentemente carentes;



3. É comum vê-los ao lado de pessoas absolutamente incompatíveis social, espiritual e emocionalmente;



4. Não se sentem atraídos por pessoas gentis, estáveis e seguras porque consideram "agradáveis e enfadonhos demais";



5. Ocasionalmente se vêem deprimidos, e tentam prevenir esses acessos melancólicos criando a qualquer custo um relacionamento instável;



6. Porque não receberam atenção, amor e afeto dos pais, reagem de forma sedutora a pessoas com porte emocional familiar e inacessível - tal e qual os pais -, e tentam transformar essa pessoa através do seu amor;



7. Porque tem medo da solidão e abandono, usam todos os meios emocionais possíveis para impedir o final de um relacionamento;



8. Se tiver que ajudar a pessoa com quem estão envolvidos, se dão demais; não existem situações, horários ou quaisquer outros tipos de impedimentos que a façam olhar para si mesmos;



9. Por estarem habituados a não receber amor durante os relacionamentos, estão dispostos a enganar-se, ter paciência, iludir-se e sofrer calados a ficar sozinhos;



10. Por conta da auto-estima negativa, arcam sempre com a culpa e com as falhas em quaisquer tipos de relacionamentos a que se submetem;




11. Não acreditam na felicidade, aoo contrário, acham que o direito à felicidade deve ser construído através de muito sofrimento e custos pessoais;


12. Porque tiveram uma infância pautada pela insegurança e raras demonstrações de afeto, sentem uma necessidade desesperadora de controlar seus parceiros e seus relacionamentos usando o artifício de "bonzinhos e prestativos";



13. Sentem profundo desgosto se não forem requisitados, e se sentem rejeitados, evidenciando o grave problema de auto-estima;



14. Possuem um desejo incontrolado de se sobrepor e de mudar as pessoas;



15. Ocasionalmente fogem da realidade, momento em que sonham com o relacionamento perfeito para fugir do caos emocional que são suas vidas;



16. São visivelmente dependentes de parceiros, e estampam nos olhos um grande sofrimento espiritual;



17. Apresentam tendência à dependência de sexo, drogas, álcool, jogos e/ou a alimentos;



18. Estão sempre envolvidos com pessoas indiferentes, que têm acessos de raiva, crueldade, violência e desonestidade porque acreditam que seu amor poderá salva-los;



19. Durante as crises vividas ao lado de pessoas descritas no item 17, a liberação da adrenalina e de toda a ansiedade envolvida na situação eles acreditam ser Amor, oportunidade em que revivem os tempos de infância;



20. Tem tendência ao suicídio porque consideram a morte parte de um sacrifício válido para chamar a atenção das pessoas.

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